
A medida é para que o consumidor saiba exatamente quais são os custos embutidos nas parcelas e que não estão incluídos nas taxas de juros anunciadas.
O Banco Central ampliou o número de informações que os bancos são obrigados a fornecer aos clientes na hora de fazer empréstimos. A medida é para que o consumidor saiba exatamente quais são os custos embutidos nas parcelas e que não estão incluídos nas taxas de juros anunciadas.
Lucilane gostou da oferta do banco: pegar dinheiro emprestado com pagamento a perder de vista. Mas não olhou a taxa de juros nem se havia outros serviços embutidos no valor da parcela.
Agora, pediu ajuda à defensoria pública porque a dívida ficou maior do que o empréstimo, feito há 3 anos.
“Eu não percebi que a taxa era tão alta. Eu fui no meu impulso mesmo”, diz Lucilane.
Na hora de contratar empréstimos, é preciso saber que há outros custos além dos juros. Como tarifas, seguros e impostos. Por isso, a partir de agora, as instituições financeiras estão obrigadas a divulgar o Custo Efetivo Total das transações, que inclui tudo o que o consumidor está pagando.
A economista Myriam Lund consultou o site de um banco. E fez a simulação para pegar emprestado R$ 5 mil. Com pagamento em 12 vezes e taxa de 6,99% ao mês. Nessas condições, a parcela deveria ser de R$ 629,17. Mas o banco cobra R$ 698,16, porque inclui nesse valor o IOF e um seguro. Na verdade, o custo efetivo total é de 8,99% ao mês.
“Você acaba não tendo a noção de quanto você vai pagar, e às vezes você está fazendo num local que está te cobrando mais”, ressalta a planejadora financeira.
As instituições financeiras que descumprirem a determinação do Banco Central estão sujeitas a multa. E os clientes que se sentirem lesados podem procurar os órgãos de defesa do consumidor.
“O consumidor pode reclamar junto a instituição financeira num primeiro momento, numa situação extrema pode representar a rescisão do contrato, também por falta de informação que viola o Código de Defesa do Consumidor”, afirma Alessandra Bentes, defensora pública.
Lucilane quer um acordo pra se livrar da dívida. Desde que não pague juros abusivos. “Eu não posso, não tenho condições de pagar empréstimo absurdo”, destaca.
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