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PLANTÃO / 1° DE MAIO: DIA DO TRABALHADOR

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O Dia do Trabalho e o Casamento Real

28/04/2011 às 15:59
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O contraste entre súditos e realeza é mais evidente aqui no Brasil do que na Inglaterra. Aqui também temos nobres e plebeus. A diferença do poder aquisitivo entre o trabalhador e a elite dominante na Terra de Vera Cruz continua sendo muitas vezes maior do que no primeiro mundo. Talvez seja porque a Coroa inglesa tenha explorado suas colônias por longo tempo, e no Brasil, os coronéis continuam fazendo isso até hoje, porém, com o seu próprio povo.
Enquanto na Inglaterra vigora o sistema “político da monarquia constitucional parlamentarista”, no Brasil temos a “oligarquia constituída por coronéis da política”. Temos assim um tipo de monarquia tropical. Alguns incorporam tão bem esse papel que até castelo mandaram construir, e não é lá no Velho Mundo não, é bem aqui, na Zona da Mata mineira a propriedade de estilo medieval do (agora ex) deputado federal Edmar Moreira. Outros lordes da nobreza recebem auxilio da “coroa”, na forma de pensão vitalícia para ex-donatários, digo, ex-governadores. O “direito” à essa benesse alcança quem sentou na cadeira “real” seja, apenas, por um dia somente. Um dos beneficiários é aquele senador que, dentro do Congresso Nacional, confiscou o gravador do jornalista Victor Boyadjian, no dia 25, quando foi indagado sobre o caso. O Congresso não é a Casa do Povo? Ora povo!
Falando em Congresso, no apagar das luzes de 2010, os nobres parlamentares aprovaram em tempo recorde o reajuste de 61% dos seus próprios salários. Para cumprirem sua jornada de 24 horas semanais das sessões de terças a quintas-feiras tem direito a R$ 26,5 mil além de outras verbas. Enquanto as Centrais dos trabalhadores não conseguem negociar a jornada de 40 horas semanais em troca do salário mínimo de R$ 545,00 recentemente majorado.
Tanto lá como cá, são os vassalos que sustentam a casta nobre. Afinal, é sabido que realeza e trabalho não combinam muito bem. Segundo o site Transparência Brasil, enquanto que nas terras de Caminha se gasta com a remuneração, de cada um, dos políticos na casa de R$ 1 milhão por ano, entre remuneração, auxílios diversos, salários de assessores de gabinete e verba indenizatória, na Câmara dos Comuns britânica, cada membro gasta pouco mais de R$ 400 mil (168 mil libras) por ano, também incluindo, todas as verbas, além do salário. O fato é que o deputado brasileiro consome mais do que o dobro de um parlamentar britânico, sendo que este último vive num país em que a renda per capita e o custo de vida são muito superiores aos do Brasil.
Por outro lado, existe também uma diferença de tratamento dado aos súditos de cada reinado, nas áreas de educação, saúde e segurança. Sendo que esta diferença conta a favor dos ingleses. Isto acontece também com a distribuição de renda no Reino de Elizabeth Regina II, a qual é bem diferente do império Tupiniquim. No Brasil 1% da população mais rica fica com 13% da riqueza enquanto que 50% dos mais pobres ficam com 15% do bolo. Aqui a relação entre os detentores de 10% da maior renda com os de 10% de menor renda, é de 50 vezes. Essa relação em países desenvolvidos é de 8 vezes.
Apesar de algum progresso recente, o Brasil permanece um dos mais desiguais do planeta, segundo relatório (Pnud*) da ONU sobre desenvolvimento humano em que aborda especificamente a distribuição de renda. A única boa notícia é que, pelo menos, o mundo todo pode sonhar um pouco com todo o glamour do casamento encantado da nova princesa, a bela e carismática Kate Middleton, a Princesa de Gales. Afinal, ninguém é de ferro.

Por: Théo Franco

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