
A PEB (Pesquisa de Emprego Bancário) realizada pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) revela que o salário médio do empregado admitido entre janeiro e agosto deste ano é bem inferior ao do demitido.
Enquanto os desligados recebiam, em média, R$ 4.550,64, os novos empregados iniciam a carreira bancária com remuneração média de R$ 2.896,09. O absurdo comprova que a rotatividade tem ajudado os banqueiros a precarizarem o trabalho, produzindo uma remuneração 36,4% inferior à dos que saem.
A estratégia das organizações financeiras facilita a concentração de renda no setor, uma vez que o lucro líquido dá salto gigantesco a cada ano, assim como o ganho dos executivos.
No Itaú, por exemplo, os diretores recebem R$ 9,05 milhões por ano, o que corresponde a 191,8 vezes o piso da categoria bancária. No Santander, o alto escalão embolsa R$ 5,62 milhões. O Bradesco paga, em média, R$ 5 milhões anualmente.
Ou seja, para chegar a uma remuneração mensal de um executivo, um caixa do Itaú teria de trabalhar 16 anos. No Santander, 10 anos e no Bradesco 9 anos. É muita concentração de renda para pouca valorização do trabalhador.
Dia Mundial da Conscientização Sobre o Autismo - por mais respeito, compreensão e conhecimento!
SEEB-MA: 91 anos de lutas, conquistas e presença na vida da categoria
© SEEB-MA. Sindicato dos Bancários do Maranhão. Gestão Trabalho, Resistência e Luta: por nenhum direito a menos!