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Enquanto o pessoal do Banco Votorantim e da BV Financeira sofrem sem PLR e com cada vez menos benefícios, o Banco do Brasil cresce e ganha cada vez mais dinheiro. Nos primeiros nove meses de 2013, o BB obteve lucro recorde, somando R$ 12,7 bilhões. Porém, ao invés desse lucro gerar benefícios para os seus funcionários, o Banco do Brasil cortou, nesse mesmo período, 1.529 empregos.
Essa ação de eliminar postos de trabalho mesmo com o lucro recorde demonstra o quanto o BB está deixando de lado seu caráter de banco público, rendendo-se facilmente à rotina injusta e massiva dos bancos privados de reduzir pessoal.
Para piorar, em um ano o corte foi ainda maior, chegando a 1.827 postos de trabalho. Desta forma, em setembro o quadro de funcionários do BB contava 112.653, sendo que no mesmo mês, em 2012, havia 114.480 funcionários.
Enquanto isso, os bancários têm de trabalhar dobrado para suprir a ausência do posto de trabalho fechado e para ajudar o BB a alcançar um lucro ainda maior. A redução de pessoal do BB afeta também a população, que tem de passar mais tempo esperando por atendimento nas filas intermináveis.
O pior é que muitas dessas vagas são fechadas injustamente, já que o banco tem demitido funcionários através de processos administrativos conduzidos sem transparência e sem dar chances reais de defesa.
Provisões
Apesar da queda da inadimplência, o banco aumentou a provisão para créditos duvidosos, fato que causará impacto no cálculo da PLR dos funcionários no segundo semestre. Com esse impacto na PLR, o BB demonstra claramente seu ciclo vicioso: lucrar, demitir e retirar direitos de seus funcionários.
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