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PLANTÃO / SETOR BANCÁRIO

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Bancos interrompem parcerias com varejistas e juros no comércio ficam altos

06/12/2013 às 16:27
Extra Oline
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A expansão da participação dos bancos no comércio varejista tem encolhido nos últimos dois anos. Com isso, o consumidor tem ficado mais exposto a juros maiores. O parecer é do SPC Brasil, que explica que a redução se deve, principalmente, ao encerramento de parcerias entre as instituições financeiras e algumas lojas, na tentativa de evitar calotes.

Segundo o SPC, entre outubro de 2012 e outubro deste ano, o crédito total dos bancos cresceu 14,66%. Já aquele destinado ao consumo da pessoa física — que abrange o crédito concedido por meio de cartões de lojas, por exemplo —, cresceu 8,13% no período.

Para Miguel de Oliveira, diretor da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), o fim das parcerias só tem ocorrido entre as redes varejistas de menor porte. E, segundo ele, a razão para isso não seria o receio da falta de pagamento.

— Imagina que eu tenho uma rede de lojas que vende camisetas. O banco leva em consideração um determinado ganho. Se isso não acontece, o banco vai reavaliar essa parceria — explica.

Nas grandes redes, taxas chegam a 7%

Outro indício de que as lojas estariam assumindo os financiamentos e, assim, aumentando os juros, é a diferença entre as taxas das grandes redes — que, em sua maioria, têm mantido as parcerias — e das pequenas. Segundo a Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), a taxa média de juros do comércio no Estado do Rio, em outubro, era de 4,19% ao mês. Já entre as grandes redes, os juros estavam, em média, em 2,16%.

Uma pesquisa feita ontem pelo jornal em oito grandes redes varejistas da capital, no entanto, mostra que, em menos de dois meses, as taxas estão bem mais altas, chegando a 7% ao mês (confira o quadro na página ao lado). Os valores seguem o caminho contrário da lógica do financiamento bancário no varejo que, de acordo com o SPC Brasil, em geral, têm taxas de juros menores do que as das lojas que financiam por conta própria, uma vez que os custos dos empréstimos saem mais baixos para os bancos.

Nas redes menores, elevação por causa do risco

De acordo com o SPC Brasil, dois exemplos de parcerias rompidas em 2012 foram as do Itaú Unibanco com as Lojas Americanas e a rede Casa&Construção (C&C). A instituição destaca, contudo, que, nos últimos meses, varejistas menores perderam as parcerias com bancos.

Assim como o SPC Brasil, o diretor da Anefac, Miguel Ribeiro, acredita que, sem o financiamento dos bancos, fica mais difícil para o varejista assumir os riscos das compras parceladas.

— A loja vai ter menos capacidade para financiar e, por isso, é de se imaginar que vai aumentar a taxa de juros — explica Ribeiro.

A C&C confirmou o fim da parceria com o Itaú Unibanco. Hoje, as lojas da rede só fazem parcelamento das compras por cartões de crédito.

Procurada, a rede Lojas Americanas disse que não comentaria o assunto. O jornal, porém, confirmou nas lojas da rede que as compras somente são parceladas nos cartões de crédito convencionais.

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