
Ousados, ladrões distraem funcionários para furtar sem serem notados. Ataques foram registrados em oito cidades e em outros estados do país.
Estimulados por falhas na segurança da estrutura interna das agências, ladrões que atacam sem violência escolheram bancos do Rio Grande do Sul para furtar dinheiro sem serem notados. Eles entram, distraem funcionários e saem levando malotes com até R$ 300 mil, sem usar armas.
No Rio Grande do Sul, pelo menos três quadrilhas fizeram ataques a agências nas cidades de Porto Alegre, Tramandaí, Montenegro, Santa Maria, Santa Rosa, São Borja, Alegrete e Uruguaiana, além de tentativas em São Gabriel e Rosário do Sul. Casos também foram registrados no Paraná, São Paulo, Ceará, Pará, Mato Grosso, Santa Catarina, Piauí e Bahia. O modo de agir é sempre o mesmo: os ladrões entram na agência como se fossem clientes. Enquanto parte do bando distrai funcionários-chave dos bancos, como supervisores, caixas e tesoureiros, outro integrante da quadrilha, o chamado “maloteiro”, acessa as áreas restritas recolhendo todo o dinheiro que encontra.
Ao saírem dos prédios, um dos bandidos ainda distrai o segurança que está próximo da porta giratória, finalizando o roteiro. “Parece mesmo uma cena de filme, um teatro mesmo”, diz uma bancária. Em Santa Maria, na Região Central, foram levados R$ 300 mil de uma agência do Banco do Brasil em setembro. Nesse caso, o “maloteiro” levou exatos 36 segundos para entrar na área restrita e sair de lá com o dinheiro.
Segundo a investigação, o grupo ainda não identificado praticou uma tentativa em Curitiba, antes de seguir de carro para o Rio Grande do Sul. Em Montenegro, de onde foram levados R$ 120 mil em dezembro 2012, os bandidos adotaram a mesma tática. Em Tramandaí, o prejuízo ficou em R$ 19 mil.
O ataque mais inusitado, porém, ocorreu em outubro de 2013 em Uruguaiana, na Fronteira Oeste do estado. A quadrilha liderada pelo pernambucano Walter Feliciano da Silva, 45 anos, preso pela Polícia Federal gaúcha na última sexta-feira (10) em Itajaí, Santa Catarina, escolheu como alvo uma agência da Caixa Econômica Federal. Primeiro, um ladrão tentou “pescar”, sem sucesso, o malote que estava ao lado do caixa. Depois, outro integrante do grupo conseguiu pegar R$ 16.834,00, esticando o corpo sobre o balcão e pegando malote.
Usando a mesma tática, os ladrões levaram R$ 1.944,00 de uma agência de Caixa em Alegrete. Além de Silva, três suspeitos foram identificados pela investigação da Polícia Federal, mas dois seguem foragidos. Parte da quadrilha também teria ligação com ataques ao Banco do Brasil e Bradesco de Santa Rosa, no Noroeste do estado, segundo a polícia.
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