
Pela sétima vez consecutiva, o Copom aumentou a Selic. Hoje a taxa está em 10,5% ao ano. Mais uma vez, o Comitê de Política Monetário atendeu aos interesses do capital especulativo e deixou passar a oportunidade de barrar a elevação do juros.
A justificativa para o aumento é que a inflação ainda está em alta. Mas, a inflação média registrada nos últimos três anos é a mais baixa desde o Plano Real. Taxas de juros mais elevadas encarecem o crédito, barram a produção e, consequentemente, o consumo. Perde a sociedade, ganha o mercado financeiro.
Com a Selic lá em cima, ao invés de os recursos serem investidos em políticas sociais e no desenvolvimento do Brasil, bilhões de reais serão transferidos para os donos dos títulos públicos.
Além disso, juros menores reduzem a lucratividade das organizações financeiras, que seriam forçadas a compensar a queda com maior oferta de crédito e ganhos em escala. Sem contar com o aumento da concorrência entre as empresas.
A população sai prejudicada mais uma vez pela alta promovida e o sistema financeiro se beneficia. É preciso ampliar o debate sobre o papel dos bancos na economia brasileira.
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