
Trabalhar no sistema financeiro hoje em dia é para poucos. Não só por causa das demissões, que não param de acontecer, mas também porque o trabalho é marcado por intensa pressão e assédio moral. Rondados pelo fantasma do desemprego, os bancários vivem com a faca no pescoço, sendo agressivamente cobrados para cumprir metas cada vez mais altas. Não é à toa que estão adoecendo, vivendo à base de remédios controlados.
Na semana passada, o Banco do Brasil demitiu um funcionário vítima dessa rotina desumana, diagnosticado como portador da síndrome de burnout. A síndrome de burnout, ou síndrome do esgotamento profissional, é um distúrbio psíquico provocado por condições de trabalho físicas, emocionais e psicológicas desgastantes. Sua principal característica é o estresse crônico. Também são sintomas dessa síndrome: agressividade, isolamento, mudanças bruscas de humor, irritabilidade, dificuldade de concentração, lapsos de memória, ansiedade, depressão, pessimismo, baixa autoestima.
Em razão dessa doença, um médico do próprio banco recomendou o afastamento do funcionário. O INSS manteve-o afastado por um tempo, mas já lhe deu alta, mesmo que, visivelmente, essa não fosse a medida mais prudente a ser tomada no momento.
Então, o Sindicato dos Bancários foi à Justiça e obteve uma liminar para que o bancário seguisse afastado até março. O BB, no entanto, não esperou a recuperação do funcionário e mandou-o para o olho da rua.
Devido a um endividamento financeiro, o BB abriu um processo administrativo que correu sem qualquer defesa por parte do bancário doente. Foi por conta desse processo que o banco o demitiu por justa causa.
Na visão do Sindicato, a demissão é ilegal, pois, além do funcionário ter sido privado de seu direito à defesa, o contrato de trabalho ainda encontra-se suspenso por causa do afastamento.
Dia Mundial da Conscientização Sobre o Autismo - por mais respeito, compreensão e conhecimento!
SEEB-MA: 91 anos de lutas, conquistas e presença na vida da categoria
© SEEB-MA. Sindicato dos Bancários do Maranhão. Gestão Trabalho, Resistência e Luta: por nenhum direito a menos!