
Não é de hoje que os bancos seguem o caminho contrário à geração de empregos no Brasil.
Nos últimos doze meses, foram criados 1,2 milhão de postos de trabalho formal no país, uma expansão de 2,91% no número de cidadãos com carteira assinada. No entanto, no mesmo período (março 2013 a janeiro 2014), os bancos eliminaram 6.827 postos no país.
Para piorar, segundo dados levantados no mês de fevereiro, pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, a categoria bancária extinguiu 840 empregos, enquanto o país atingiu saldo positivo de 260.823.
Ao todo, os bancos Itaú, Bradesco, Santander, HSBC e Banco do Brasil, mesmo sendo público, excluíram 1.153 empregos no mês passado. Em compensação, a Caixa Econômica Federal, com 350 postos a mais do que os citados acima, obteve saldo positivo, mas insuficiente.
Somando a extinção de vagas de janeiro e fevereiro, o setor desapareceu com 2.690 cargos, isto é, os banqueiros não estão interessados no profissionalismo e nos anos de dedicação dos trabalhadores que os ajudaram a conquistar todo o lucro da instituição, muito menos com os profissionais que estão desempregados buscando incessantemente uma oportunidade de contratação.
Do mesmo modo, os clientes também se tornam invisíveis aos olhos gananciosos e prepotentes dos banqueiros, que ao diminuir os postos de trabalho fazem com que o atendimento aos clientes se torne ainda mais difícil e limitado, intensificando ainda mais as filas intermináveis as quais a população tem de enfrentar toda vez que vão aos bancos.
Queda no salário
Ainda de acordo com os dados da Caged, em fevereiro os funcionários demitidos recebiam, em média, R$ 5,4 mil, e os novos empregados, R$ 3 mil. Uma diferença gritante de 44,4% no salário dos admitidos.
Até quando os bancários serão explorados, desvalorizados e abandonados pelo banco depois de anos de dedicação? É lamentável ver que as instituições financeiras tentam manter suas altas lucratividades mediante extinções de posse de trabalho.
O Sindicato está na luta contra as demissões em massa e a favor da contratação de novos funcionários, pois sabemos o quanto os banqueiros têm lucrado as custas dos trabalhadores e da população.
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