
Após a denúncia de uma cabeleireira que acusa o Santander de constrangimento ao ser barrada na porta do banco, quando tentava pagar uma conta com o filho portador de deficiência mental, uma moradora de Brás de Pina, na Zona Norte do Rio, relata também ter passado por uma situação vexatória. Shirlei Sabbatino, de 50 anos, diz ter se sentido humilhada ao ter a bolsa revistada pela gerente de uma unidade do Santander no Humaitá, na Zona Sul.
Ela conta ir à agência da Rua Humaitá toda semana para fazer depósitos da empresa onde trabalha, no Jardim Botânico, e sempre ficar retida na porta giratória, mesmo colocando chaves, celular e guarda-chuva na caixa coletora. Na semana passada, porém, a situação se agravou.
— Já não havia mais nada metálico para tirar da bolsa e não me deixavam entrar, enquanto todo mundo dentro do banco ficava me olhando. Disse que chamaria a polícia. Então, a gerente veio revistar minha bolsa na frente de todos. Foram uns 15 minutos até que eu conseguisse entrar — conta Shirlei: — Nunca passei tanta vergonha. Sei que é preconceito, porque sou pobre. Os vigilantes já me conhecem, me veem toda semana lá. Mesmo assim, barram minha entrada. Sou uma senhora, estou trabalhando, sabem que não vou assaltar o banco.
Na segunda-feira passada, a cabeleireira Inhaci Martins, de 46 anos, não conseguiu entrar no Santander do Shopping Santa Cruz, mesmo tendo colocado todos os objetos que carregava dentro da caixa coletora e mostrado a bolsa vazia para os seguranças. A situação se complicou porque o filho dela, que tem 17 anos e sofre de retardo mental, já havia passado pela porta e, com medo, ficou chorando dentro do banco, gritando que não era ladrão.
Procurado, o Santander, em nota, pediu desculpas pelos transtornos causados a Inhaci e informou que “o travamento da porta giratória é automático, ocorrendo somente com a presença de metal, não permitindo intervenção do vigilante, que apenas consegue destravar a porta”. A nota diz, ainda, que “o banco acrescenta que segue os procedimentos de segurança adotados pela instituição”.
Sobre o caso de Shirlei Sabbatino, o banco também se desculpou e voltou a informar que “o travamento da porta giratória é automático, ocorrendo somente com a presença de metal, não permitindo intervenção do vigilante, que apenas consegue destravar a porta. O banco acrescenta que segue os procedimentos de segurança adotados pela instituição”.
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