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PLANTÃO / NEGOCIAÇÃO

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Com injeção de R$ 3,5 bilhões, resto do Bamerindus será vendido

02/06/2014 às 10:15
Folha.com
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O FGC (Fundo Garantidor de Créditos) vai colocar R$ 3,5 bilhões no antigo Bamerindus, que se encontra em processo de liquidação há 16 anos.

O objetivo é acabar com a liquidação e permitir a venda do que sobrou do banco ao BTG Pactual. Essa transação está sendo preparada desde o ano passado, quando o BTG comprou uma opção para ficar com o espólio do Bamerindus por R$ 418 milhões, a serem pagos em cinco parcelas anuais. Para que a venda possa ser sacramentada, é preciso que o Bamerindus saia do vermelho. Só depois disso o Banco Central, que acompanha o processo, poderá autorizar o negócio.

É nesse ponto que entra o FGC (entidade criada e gerida pelos bancos para dar garantias a diversos produtos financeiros). Prevista para a semana que vem, a operação não vai envolver dinheiro novo. Maior credor do Bamerindus, o fundo vai converter as dívidas que tem a receber do banco em capital –para acertar as contas da instituição e liberá-la para a venda.

CAPITAL

A operação será formalizada por meio de um aumento de capital que será votado na quinta-feira (5), durante uma assembleia de acionistas.

Na prática, ao capitalizar o Bamerindus o FGC vai trocar créditos de R$ 3,5 bilhões, que na sua visão o banco não tem condições de pagar, pelos R$ 418 milhões do BTG.

Ao comprar o espólio do Bamerindus, o BTG está de olho principalmente numa fortuna em créditos tributários que estão parados dentro da instituição. São cerca de R$ 2 bilhões, que podem ser usados no abatimento de impostos.

O acordo prevê que a instituição do banqueiro André Esteves fique com 98% do Bamerindus.

A marca não entra, porque foi vendida ao HSBC no fim dos anos 90, junto com os principais ativos do banco –agências, carteiras de empréstimos e imóveis.

PODEROSO

Um dos maiores bancos do país até o final dos anos 90, o Bamerindus tinha mais de 3 milhões de clientes e 1.200 agências e pertencia ao empresário José Eduardo Andrade Vieira, que foi senador, ministro e um dos principais doadores de campanha do então presidente Fernando Henrique Cardoso.

Quando a estabilidade do Plano Real derrubou os grandes ganhos que os bancos tinham na chamada ciranda financeira, o Bamerindus não conseguiu mais competir com os principais concorrentes.

Passou a perder clientes e dinheiro, até ficar sem condições de operar e ser liquidado pelo BC em 1997. Procurados, FGC, BTG e o s administradores do Bamerindus não quiseram se pronunciar.

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