
Ninguém tem dúvidas de que as novas tecnologias facilitam o dia a dia de muita correria para a população. Mas, alguns setores, como o bancário, tiram proveito para lucrar mais e precarizar os serviços e as relações de trabalho. Os números estão aí para confirmar.
Pela primeira vez, no ano passado, as transações por meio da internet e do mobile banking atingiram 47% do total, superando o uso dos meios tradicionais, como caixas eletrônicos e agências, que responderam por 37% das operações. Nos últimos cinco anos, o número de contas correntes habilitadas para usar o celular passou de 400 mil para 12 milhões.
Mas, o que muita gente desconhece é que as novas tecnologias implantadas pelos bancos mexem diretamente com o trabalho do bancário e também com o cliente, que passa a fazer serviços antes exclusivos dos funcionários do setor. As ferramentas atraem pela comodidade, no entanto, reduzem os empregos gerados e mexem diretamente com a economia do país.
Para se ter ideia, no início da década de 1990, o Brasil tinha cerca de 800 mil bancários. Hoje, são aproximadamente 500 mil, uma redução drástica que tende a continuar. No último ano, os bancos eliminaram quase 5 mil postos de trabalho, segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). Sem dúvida, uma redução considerável.
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