Siga-nos no Threads Siga-nos no TikTok Fale conosco pelo WhatsApp Siga-nos no Facebook Siga-nos no Instagram Siga-nos no X Siga-nos no Youtube

PLANTÃO / SETOR BANCÁRIO

Imprimir Notícia

Cai distância entre taxas Selic de bancos públicos e privados, segundo BC

22/09/2014 às 16:34
Valor Econômico
A+
A-

A despeito de a taxa Selic ter parado de subir em abril, ficando desde então em 11% ao ano, os bancos não interromperam por completo o processo de elevação das taxas de juros que cobram dos clientes, o que garante o crescimento recente dos spreads que aparece nas estatísticas do Banco Central.

A última rodada de aumento foi protagonizada pelos dois maiores bancos públicos do país, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, que fizeram a recomposição das taxas com certo atraso, na comparação com os concorrentes privados, em um processo desencadeado pelo início do ciclo de aperto monetário, em março de 2013.

No cheque especial, em que o exemplo é mais drástico devido ao tamanho das taxas, Itaú, Bradesco e Santander tinham taxa média anual 26 pontos percentuais acima da cobrada por BB e Caixa, também em média, antes do pedido de Dilma. Depois que os bancos federais derrubaram as taxas, essa diferença ficou na casa de 100 pontos até dezembro de 2013 e vem caindo desde então, marcando 63 pontos na média de agosto, conforme levantamento feito com base nos dados do Banco Central.

Até mesmo no crédito consignado para os aposentados e pensionistas do INSS o vão diminuiu, saindo de 5,2 pontos percentuais ao ano há um ano para 3,3 pontos em agosto, com BB e Caixa se aproximando dos competidores privados, que estão com os juros estacionados próximos do teto permitido pelo Ministério da Previdência, de 29% ao ano, ou 2,14% ao mês.

No segmento empresarial, o movimento foi semelhante na linha de desconto de duplicatas. No início do ano, a diferença média das taxas anuais cobradas por bancos públicos e privados era de 9 pontos percentuais. Em agosto, ela diminuiu para 5 pontos.

A diferença só não caiu de forma generalizada porque os privados aproveitaram a folga proporcionada pelos públicos para também subir suas taxas em algumas linhas, como ocorreu no crédito pessoal não consignado no caso das pessoas físicas e na antecipação de recebíveis de cartão de crédito entre as pessoas jurídicas.

Na linha de capital de giro de longo prazo com juro flutuante atrelado ao CDI, usada especialmente por grandes corporações, o movimento acompanhou a alta da Selic e o único destaque foi a confirmação de que a Caixa reduziu de forma importante as concessões para as maiores companhias, já que a taxa média cobrada pelo banco federal subiu para 19% ao ano, ante uma média de 15,5% dos concorrentes, o que neste segmento é uma diferença relevante.

É interessante observar, contudo, que mesmo que os bancos tivessem parado de elevar as taxas cobradas haveria crescimento da margem bruta que fica com eles.

E isso ocorre porque o custo de captação das instituições vem caindo. Conforme dados do Banco Central, o custo médio pago pelos bancos aos investidores saiu de um piso de 7,7% em dezembro de 2012, para um pico de 11,8% no primeiro trimestre deste ano, quando ainda havia a expectativa de que a Selic poderia subir mais. Desde então, esse custo diminuiu para 10,9% em julho.

De acordo com o executivo de um grande banco de varejo ouvido pelo Valor, que não quis se identificar, há bastante liquidez no mercado, o que permite que os bancos venham captando recursos com juros mais baixos.

Se houvesse disposição dos bancos privados para recuperar a participação de mercado perdida nos últimos anos, este seria o cenário ideal. Mas não é o que os agentes de mercado têm notado. As instituições têm operado com muita cautela e dado prioridade aos clientes de menor risco, especialmente no segmento de empresas.

Os cinco bancos foram procurados, mas não deram entrevista.

SAÚDE - CAT
ÁREA DO CLIENTE
SOBRE

Sindicato dos Bancários do Maranhão - SEEB/MA
Rua do Sol, 413/417, Centro – São Luís (MA)
Secretaria: (98) 98477-8001 / 3311-3513
Jurídico: (98) 98477-5789 / 3311-3516
CNPJ: 06.299.549/0001-05
CEP: 65020-590

MENU RÁPIDO

© SEEB-MA. Sindicato dos Bancários do Maranhão. Gestão Trabalho, Resistência e Luta: por nenhum direito a menos!