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PLANTÃO / DANOS MORAIS

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Empresa vai indenizar funcionário obrigado a andar em brasas em evento

29/09/2014 às 15:27
TST
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Uma distribuidora de medicamentos terá que indenizar em R$ 50 mil um funcionário que foi obrigado a andar com os pés descalços num corredor de carvão em brasas durante um “treinamento motivacional” na empresa. A decisão foi tomada pela Primeira Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST).

O trabalhador disse que ele e os colegas foram obrigados a caminhar em um corredor de dez metros de carvão incandescente durante um evento motivacional da empresa. No processo, ele disse que a participação no treinamento comprometeu não só sua saúde, mas a integridade física de todos que participaram da atividade.

Na Justiça Trabalhista, a empresa confirmou que realizou o treinamento com a caminhada sobre brasas. No entanto, alegou que a atividade foi promovida por empresa especializada, e que a participação não foi obrigatória. Mesmo assim, uma das testemunhas destacou que todos, até mesmo trabalhadores deficientes físicos, foram obrigados a participar do treinamento e que alguns tiveram queimaduras nos pés.

Segundo a distribuidora, o procedimento não teve a “conotação dramática” narrada, mas teria acontecido em um clima de descontração e alegria, sem incidentes desagradáveis ou vexatórios. Em sua defesa, ressaltou que o treinamento foi realizado dois anos antes da reclamação trabalhista e que, na época, o trabalhador não falou nada e continuou a trabalhar para a empresa.

Coreografias constrangedoras como “castigo”

O funcionário, que trabalhava como supervisor de vendas, disse que essa não era a única situação constrangedora pela qual os empregados da firma eram submetidos. Mensalmente, a empresa submetia os supervisores a um ranking de vendas. Nele, o primeiro colocado tirava uma foto ao lado de uma réplica de Ferrari, e o pior colocado, ao lado de um Fusca. As fotos ficavam no mural da empresa e eram enviadas por e-mail para todos da equipe.

O funcionário com pior desempenho também era obrigado a dançar músicas constrangedoras na frente de todos, como o funk “Eguinha Pocotó”. A empresa negou as alegações, mas algumas testemunhas comprovaram a exposição.

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