
A greve dos bancários do Maranhão iniciada na última terça-feira, não afetou os terminais de autoatendimentos (caixas eletrônicos) que estão com todos os serviços disponíveis para atender a população. A equipe de O Imparcial esteve em algumas agências bancárias da capital e constatou que as filas nos caixas eletrônicos ainda não causam transtornos à população.
De acordo com alguns bancários que estavam nas portas das agências, mas não quiseram se identificar e também fazem parte do movimento grevista, os caixas estão sendo abastecidos todas as manhãs para não causar nenhum transtorno à sociedade. A mesma informação foi confirmada por alguns funcionários que prestam serviços aos bancos.
As pessoas estão fazendo pagamentos de contas, faturas, boletos diretamente nos terminais de autoatendimento sem nenhum problema, inclusive em alguns bancos há funcionários auxiliando as pessoas a realizarem as transações.
A dona de casa, Amélia Santos falou que realizou todas as operações com tranquilidade, apesar de ser um dia de greve. “Eu consegui sacar o dinheiro, fazer pagamentos de contas e boletos. As filas ainda estão pequenas para dias de greve, apenas atrasa um pouco, pois algumas pessoas não sabem operar as máquinas”, disse a dona de casa.
Segundo informações do SEEB-MA, os funcionários dos bancos que fazem a segurança são treinados para abastecer os caixas eletrônicos durante o período da greve, pois são os 30% (serviços essenciais) que devem funcionar legalmente. No caso de algum cliente se sentir lesado por faltar dinheiro nos terminais de auto atendimento deve procurar a superintendência dos bancos ou realizar a denúncia diretamente ao Banco Central pelo número 0800-96992345, a partir das 8h às 20h de segunda a sexta.
A adesão da categoria cresce a cada dia nos bancos públicos e privados, já chegando a 65% em todo o Estado, segundo levantamento preliminar do Sindicato dos Bancários do Maranhão (SEEB-MA). A categoria realiza atos públicos, cada dia em um local diferente.
Entenda o Caso
Os bancários do Maranhão aderiram à greve nacional pelo reajuste salarial de 35%, reposição das perdas salariais, contratações de mais funcionários, fim das demissões imotivadas e isonomia. No ano passado, os bancários ficaram em greve por 23 dias.
A deflagração da greve é uma resposta à intransigência dos banqueiros e do Governo Federal, que ignoraram todas as reivindicações dos bancários e ofereceram apenas 7,35% de reajuste na última rodada de negociação ocorrida no dia 27 de setembro.
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