
Os dados do 2º Censo da Diversidade, realizado entre 17 de março e 9 de maio, mostrou que as mulheres continuam sendo discriminadas pelas instituições financeiras. Somente pelo fato de serem do sexo feminino, recebem 77,9% do salário médio pago aos homens, mesmo os dois fazendo as mesmas funções.
Na comparação com o primeiro censo, feito em 2008, a situação melhorou, mas foram pífios 1,5% de alta. O cálculo foi feito pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). Ele mostra, por exemplo, que se esse ritmo de correção das distorções não mudar, vai demorar 88 anos para que as bancárias passem a receber salários iguais aos dos colegas homens.
Na Região Sudeste, a mais rica do país, a diferença salarial de gênero é ainda maior. Demoraria cerca de 234 anos para as mulheres atingirem a mesma remuneração dos homens.
Durante a reunião com o Comando Nacional dos Bancários, no primeiro semestre, também foram apresentados os dados solicitados pela Contraf (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro) sobre os números de afastamento de bancários do trabalho nos últimos anos.
Do total de 458.922 trabalhadores dos 18 bancos que participaram do 2º Censo, 187.411 responderam ao questionário, o equivalente a 41% dos contratados pelo setor. Desse montante, 51,7% são homens e 48,3%, mulheres.
Em nota, a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) disse não ter conhecimento dos resultados Mesmo assim, ela considera os resultados parciais e incompletos. A Febraban (Federação Brasileira de Bancos) informou que os dados apresentados foram apenas uma prévia e, por isso, não iria comentá-los.
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