
O crescente comprometimento da renda das famílias com o pagamento de dívidas (principal e juros), que poderia provocar um aumento da inadimplência nos próximos meses, é avaliado pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) como uma preocupação excessiva.
De acordo com o informativo semanal elaborado pelos economistas da entidade, questões metodológicas e particularidades do mercado brasileiro tendem a mostrar maior comprometimento da renda das famílias com o crédito. No limite, tais fatores indicariam mais uma dificuldade na manutenção do ritmo de expansão do que o risco de um aumento expressivo da inadimplência e menos ainda de formação de bolha de crédito.
Segundo a Febraban, de forma geral, 23% da renda mensal das famílias estaria comprometida com o pagamento das dívidas. Desse valor, 60% (ou 14 pontos percentuais) é referente ao juro e 40% (9 pontos percentuais) ao principal. Esse comprometimento não tem crescido em proporções exageradas nos últimos anos, segundo a Febraban, devido ao alongamento dos prazos dos empréstimos, que amenizam o efeito do aumento das dívidas.
Quando o cálculo considera o estoque de crédito para pessoas físicas dividido pela massa salarial ampliada (acumulada em 12 meses), o comprometimento da renda das famílias brasileiras sobe para quase 40%.
Além disso, os economistas da Febraban ressaltam que a metodologia utilizada pelo Banco Central (BC) contempla as linhas rotativas integralmente na parcela de juros, como se não houvesse amortização de principal, o que eleva o peso da parcela de juros. Essa parcela seria elevada ainda pela a aplicação da taxa de juro diretamente no estoque. Caso fosse utilizada a metodologia do Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos) para o cálculo do serviço da dívida, o total do comprometimento da renda seria reduzido do atual nível de 40% para 19,5%.
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