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Exame da Ordem dos Advogados do Brasil reprova em massa no Maranhão

07/07/2011 às 14:00
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Os resultados da última edição do Exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) demonstram péssimos índices de aprovação dos alunos provenientes de universidades particulares. Das instituições que submeteram estudantes do último ano do curso ao exame, 81 tiveram índice zero de aprovação: nenhum candidato foi aprovado %u2014 um percentual de 13% do total. E todas essas instituições são particulares.

Entre as 81 universidades com nenhum aluno aprovado, uma está no Maranhão: é a Faculdade São José, localizada em Timon e mantida pela Sociedade Maranhense de Ensino Superior (Soma). O estado participou da avaliação com 12 universidades, sendo que o maior percentual de aprovação foi da Universidade Federal do Maranhão (Ufma), com 39,73%.

Nas particulares, a Faculdade de Balsas (Unibalsas) está na frente com 26,67% de aprovados. Das particulares da capital, a Unidade de Ensino Superior Dom Bosco (UNDB) lidera com 16,03%. A Faculdade Santa Terezinha (Cest) vem logo atrás, com 12,62%, e em terceiro a Faculdade São Luís, com 11,70%. De acordo com a diretora acadêmica da Faculdade São José, Maria do Carmo Veloso, todos os candidatos da instituição que participaram do exame eram "treineiros", ou seja, alunos ainda não formados. Segundo ela, eles não foram preparados para a avaliação porque a estavam fazendo apenas como um treinamento, sem a inetnção de aprovação.

O Centro Universitário do Maranhão (Uniceuma) foi o centro de ensino superior que mais inscreveu alunos do curso de direito na prova da OAB - 1007 alunos. Mas o índice de aprovação da instituição foi de 7,66%. As estatísticas se referem ao Exame de Ordem 2010.3, o último aplicado.
Participaram da avaliação 747 das 1.174 faculdades de Direito registradas pelo Ministério da Educação (Mec). No total, 104.126 alunos prestaram o exame, entre formados ou estudantes do último ano do curso. Apenas 12.534 foram aprovados e se tornaram advogados. No Maranhão, esse total é de 216 novos advogados, de 2.094 inscritos.

O presidente nacional da OAB, Ophir Cavalcante, apresentará oficialmente os dados do último exame ao Ministério da Educação nesta semana, e dará uma missão ao titular da pasta, Fernando Haddad: supervisionar as faculdades de direito que não aprovam estudantes no Exame de Ordem. Algumas medidas já foram tomadas pelo órgão. Neste ano, 34 mil vagas já foram suspensas em cursos de direito com resultados insatisfatórios nas avaliações do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes), por determinação do MEC.

São medidas no âmbito da regulação e supervisão realizadas pelo MEC, por meio da Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior (Seres), em cursos que apresentam baixo desempenho nos conceitos e indicadores de qualidade. Em 2007, o Ministério deu início a uma supervisão especial em cursos com resultado insatisfatório no Exame Nacional de Avaliação de Desempenho de Estudantes (Enade) de 2006, que resultou na suspensão da oferta de 24 mil vagas na época.

Personagem da notícia
Não só a falta de preparo e estudo insuficiente são responsáveis pela grande quantidade de alunos reprovados no Exame de Ordem da OAB. Fatores como nervosismo também interferem nos resultados. A recém bacharela em Direito Érica Moreira Costa, 23 anos, formada pela Universidade Federal do Maranhão, participou desta última edição da avaliação da Ordem, mas, infelizmente, não foi aprovada. Segundo ela, a prova não estava muito difícil, mas estava extensa. "Eu estudei bastante e sei que poderia ter conseguido a pontuação necessária para aprovação no exame. Mas quando comecei a prova e vi o grande número de questões, acabei ficando muito nervosa", contou, avaliando que considera o tempo disponível como insuficiente para a resolução das questões. Érica disse ainda que tentará mais vezes a avaliação, até ser aprovada.

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