
O medo tomou conta dos bancários e da população com o aumento do número de sapatinhos, assaltos e arrombamentos a agências bancárias, em São Luís e no interior do Estado.
Somente em 2015, 42 unidades já foram alvos de criminosos, número superior ao registrado no mesmo período do ano passado. O clima na categoria é de terror e insegurança.
Como se não bastassem os assaltos ousados em plena luz do dia, com reféns e armamento pesado, o bancário tem que conviver com a ameaça dos “sapatinhos”, cada vez mais freqüentes.
O caso mais recente foi registrado na segunda-feira (06/07), em Imperatriz, quando um bancário do Banco da Amazônia teve a casa invadida e os filhos feitos reféns sob a mira de pistolas.
No dia seguinte, o bancário foi obrigado a se dirigir ao banco para sacar o dinheiro exigido. Após o “pagamento do resgate”, os filhos foram libertados e o bando fugiu tomando rumo ignorado.
Diante de mais este caso, já comum, principalmente, na Região Tocantina, o SEEB-MA cobra do Governo e dos bancos investimento em segurança e estratégias para combater esses crimes.
É inadmissível que os seis maiores bancos atuantes no Brasil, que, em 2014, lucraram juntos mais de R$ 28 bilhões, negligenciem uma área tão importante para seus empregados e clientes.
De igual modo, o Governo do Estado deve, agora, sancionar o Projeto de Lei da Segurança Bancária, vetado em 2011 pela ex-governadora para não gerar despesas aos bancos.
O PL – que prevê a instalação obrigatória de diversos itens de segurança em todas as agências do Estado – poderia até não resolver o problema, mas inibiria a atuação dos assaltantes.
Sem dúvida, se o PL for sancionado, proporcionará aos bancários tranquilidade, mas, sobretudo, a certeza de que, desta vez, o poder público está do lado da população e não do patrão.
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