
Nos próximos dias, haverá o lançamento oficial em outras cidades do Estado, como: Balsas, Imperatriz, Caxias, dentre outras.
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O SEEB-MA lançou a Campanha Salarial 2015, nesta quinta-feira (13/08), em ato público realizado em frente à agência do Banco do Brasil da Praça Deodoro, no Centro de São Luís. Nos próximos dias, haverá o lançamento oficial em outras cidades do Estado, como: Imperatriz, Caxias, Santa Inês e outras.
Na ocasião, foram distribuídos panfletos comunicando a população sobre as reivindicações da categoria, como o índice de reajuste de 35%, PLR de 25% do lucro líquido linear, piso salarial do Dieese (R$ 3.377,66), isonomia, estabilidade no emprego, além da reposição das perdas salariais acumuladas nos bancos públicos.
Os bancários maranhenses reivindicam, também, melhorias para os clientes, como o respeito à Lei das Filas, o fim do atendimento discriminatório, segurança, além da diminuição dos juros cobrados pelos bancos.
É sempre válido lembrar que o bancário trabalha muito, ganha pouco, e é obrigado a conviver diariamente com o assédio moral, as metas abusivas, a insegurança crescente e o sucateamento das agências. Enquanto isso, os bancos continuam lucrando bilhões ano após ano à custa da exploração da categoria e dos clientes.
Para se ter uma ideia, apenas no primeiro semestre deste ano, Banco do Brasil, Itaú, Bradesco e Santander lucraram, juntos, R$ 29,8 bilhões. Em contrapartida, nos primeiros cinco meses de 2015, os bancos que atuam no Brasil fecharam 2.795 postos de trabalho, segundo pesquisa feita pelo Dieese com o Ministério do Trabalho.
Mesmo em um momento de crise econômica e política no país, a expectativa de lucro do Itaú, Bradesco, Banco do Brasil, Caixa, HSBC e Santander é animadora. Diante disso, a categoria não pode se deixar contaminar com o discurso das centrais sindicais aliadas aos patrões de que a conjuntura é desfavorável.
"É inegável que o Brasil atravessa um momento de crise, mas essa crise não atingiu o setor financeiro. Por isso, nós bancários, devemos lutar e reivindicar salários e condições dignas de trabalho, além de mais contratações, pois somos os responsáveis pela alta lucratividade dos bancos" - avaliou o presidente do SEEB-MA, Eloy Natan.
Além disso, para o SEEB-MA, é neste momento de fragilidade do Governo Dilma que a categoria deve se unir para mudar de vez a sua realidade, pois é inaceitável que haja tanto dinheiro para financiar a corrupção e para encher os cofres dos banqueiros, enquanto a classe trabalhadora paga a conta com o arrocho e a retirada de direitos.
Diante do exposto, o SEEB-MA ressalta que a luta da categoria não é somente pelo reajuste, mas também para acabar com as práticas desumanas e desonestas dos banqueiros e do Governo, responsáveis pelo arrocho econômico, pelo adoecimento dos bancários e pelo atendimento precário prestado aos clientes.
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