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PLANTÃO / CAMPANHA SALARIAL

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Emprego foi tema de rodada específica com Banco da Amazônia

10/09/2015 às 08:05
SEEB PA
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Nessa segunda-feira (31/08), o tema da rodada de negociação com o Banco da Amazônia foi sobre emprego. Dentre os temas debatidos, destaque para terceirização, contratações, descomissionamentos e Comitê de Recursos Humanos e Relações Sindicais (COMIR).

Não houve nenhum posicionamento do banco referente à tomada de decisões sobre os pontos debatidos, apenas a afirmativa de que acumulará elementos sobre os debates nas mesas agendadas, para apresentar uma proposta global ao final.

Os pontos do debate foram:

ARTIGO 17. DESCOMISIONAMENTO DECORRENTE DE AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO FUNCIONAL
ARTIGO 24. PARTICIPAÇÃO DE EMPREGADOS NO COMITÊ DE RECURSOS HUMANOS E RELAÇÕES SINDICAIS (COMIR)
ARTIGO 25. COMITÊ DE PLANEJAMENTO
ARTIGO 27. DAS MESAS PARITÁRIAS ESPECÍFICAS
ARTIGO 33. JORNADA DE TRABALHO
ARTIGO 43. PROGRAMA DE INCENTIVO À FORMAÇÃO PROFISSIONAL
ARTIGO 51. AMPLIAÇÃO DO QUADRO DE EMPREGADOS
ARTIGO 59. DA REESTRUTURAÇÃO ORGANIZACIONAL DO BANCO

Novas contratações

O Banco disse que tem um limite do DEST para o quadro de empregado, que é de 3.303 trabalhadores. Hoje, o quadro funcional do Banco da Amazônia é de 3.182 empregados, mas a meta da empresa é chegar ao patamar de 3.201 contratados. Nesse sentido, o banco informou que já foram contratados recentemente alguns remanescentes do último concurso e que será realizado novo concurso em setembro desse ano para novas contratações.

"A reivindicação da nossa Campanha Nacional, em todos os bancos, por contratações de mais funcionários é para melhoria das condições de trabalho, e no caso do Banco do Amazônia é também para ampliação das atividades na empresa na região, como abertura de novas agências, o que implicaria, inclusive, na ampliação desse limitador do DEST para as contratações", pondera o secretário de Organização do Ramo Financeiro da Contraf-CUT, Carlindo Dias (Abelha).

Terceirização

A reivindicação da categoria é que não haja nenhum serviço terceirizado no Banco da Amazônia, sobretudo na área fim, como ocorreu na Tecnologia da Informação, onde cerca de 80% do quadro de empregados da TI era terceirizado, situação que o Sindicato do Pará conseguiu reverter através de ação judicial.O banco considera o tema importante e que o mesmo deve continuar em debate, em mesa permanente.

Descomissionamento

As entidades sindicais questionaram a falta de critérios claros e objetivo para os descomissionamentos no Banco da Amazônia, tendo em vista que a ausência deles contribui para interpretações subjetivas dos dados fornecidos pelo SGD (Sistema de Genciamento de Desempenho). O Banco reconhece falhas quanto a isso, mas diz o processo de descomissionamentos será aprimorado nesse sentido, inclusive com acompanhamento de consultoria.

COMIR

As entidades sindicais reivindicaram a paridade no Comitê de Recursos Humanos e Relações Sindicais (COMIR) do Banco da Amazônia, o qual é composto atualmente por 4 representantes do Banco e 1 representante eleito pelos empregados.

Comitê de Planejamento das Agências

Atualmente os empregados só têm a garantia de 1 representante da AEBA. A reivindicação da categoria é de composição paritária desse comitê e por eleição direta dos empregados.

Mesas paritárias específicas

O banco entende que está contemplado pelo ACT vigente no que diz respeito à mesa permanente, mas as entidades argumentaram que essas mesas específicas são para tratar com mais profundidade de temas mais minuciosos, como o PCCS, por exemplo, o qual poderia funcionar paralelamente, sem engessar outras temáticas que podem ser tratadas em mesa permanente.

Jornada de Trabalho

O mais questionado foi a garantia do cumprimento da jornada dos trabalhadores e o pagamentos das horas extras, quando estas forem necessárias. Outra questão foi sobre o pagamento das horas extras de funções com jornada de 8 horas, tendo em vista que o Sindicato já questiona na justiça a redução de jornada desse público, de 8 horas para 6 horas.

Reestruturação Organizacional do Banco

As entidades reivindicaram que elas sejam informadas com, pelo menos, 6 meses de antecedência, sobre qualquer reestruturação interna.

Principais reivindicações específicas

-Retomada do patrocínio ao Plano de Saúde;
-Ajuste do Ponto Eletrônico com garantia do registro de jornada e pagamento das horas extras;
-Implantação Imediata do Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR);
-Mais Contratações e melhores condições de trabalho;
-Mais investimentos segurança bancária e prevenção contra assaltos e sequestros;
-Combate ao assédio moral e a todas as formas de assédio no ambiente de trabalho;
-Mais treinamentos internos para os empregados.

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