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DESTAQUE / CAMPANHA SALARIAL

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Negociações não avançam e bancários intensificam mobilização

Fenaban se recusou a apresentar proposta sobre remuneração na reunião realizada na quarta-feira (16/09), em São Paulo.

17/09/2015 às 13:10
Ascom/SEEB-MA
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Bancários de todo o país já estão mobilizados para uma possível greve geral. Após negar todas as reivindicações sobre emprego, saúde, segurança, condições de trabalho e igualdade, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) também se recusou a apresentar uma proposta sobre remuneração (reajuste salarial, PLR e piso) na rodada de negociação realizada no dia 16/09, em São Paulo.

De acordo com a Fenaban, uma proposta global deverá ser apresentada somente no dia 25 de setembro, o que evidencia o total descaso dos bancos em resolver os problemas da categoria, que deve - mais do que nunca - se preparar para defender seus direitos, empregos e salários.

A justificativa para a falta de propostas, segundo os banqueiros, se deve à crise econômica que assola o país. No entanto, para o SEEB-MA, essa alegação falseia a verdade, visto que, somente no primeiro semestre deste ano, os cinco maiores bancos que operam no Brasil (Itaú, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Caixa) lucraram, juntos, R$ 36,3 bilhões, crescimento de 27,3% em relação ao mesmo período do ano passado.

“O setor financeiro não sabe o que é crise. A cada ano alcança lucros recordes. Por isso, devem valorizar os bancários, se abster das demissões e do aumento dos juros para os clientes” – afirmou o presidente do SEEB-MA, Eloy Natan. Enquanto isso, informações dão conta de que os banqueiros não apresentaram propostas, pois estariam realizando audioconferências com os gerentes a fim de discutir estratégias contra a greve.

MESA DE ENROLAÇÃO

Na negociação do dia 16/09, além de não debater o índice de reajuste, a Fenaban afirmou que manterá a mesma fórmula da PLR do ano passado, corrigindo apenas o teto e as parcelas fixas, algo muito aquém do reivindicado.

Os banqueiros negaram, ainda, o 14º salário, o salário de ingresso de R$3.299,66 (piso do Dieese), o salário inicial de R$4.454,54 para caixas e operadores de atendimento, o auxílio educacional integral, dentre outros reajustes.

Não houve, também, avanços sobre o aumento no valor dos vales alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá para R$ 788 ao mês.

Diante da intransigência e da falta de compromisso dos bancos e do Governo Federal com as reivindicações dos bancários, tudo indica que a única saída será a deflagração, em breve, da GREVE GERAL. Vamos à luta!

Calendário de negociações

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