
A alta é consequência de um reajuste de 6% no preço da gasolina e de 4% no do Diesel nas refinarias, estabelecido pela Petrobras no final de setembro. Em média, a gasolina ficou 5,05% mais cara nos postos, mas a alta chegou a 6,21% em São Paulo (SP) e a 6,12% em Curitiba (PR).
O outro item que puxou a a elevação dos preços foi o de alimentação e bebidas (0,77%). A alimentação fora de casa teve alta de 0,93%, mais intensa do que os alimentos consumidos em casa (0,68%). Com isto, a inflação do grupo de alimentos e bebidas chega a 10,39% nos últimos doze meses.
De acordo com a última edição do Boletim Focus, levantamento feito pelo Banco Central com instituições financeiras, é esperada inflação de 9,91% neste ano. Os economistas têm subido a projeção de inflação há sete semanas.
Quando a inflação estoura o teto da meta do governo (6,5%), o presidente do Banco Central precisa redigir uma carta explicando os motivos.
Inflação e juros
A inflação alta tem sido uma das principais dores de cabeça para o Banco Central nos últimos anos. A taxa de juros é um dos instrumentos mais básicos para controle da alta de preços.
Quando os juros sobem, as pessoas tendem a gastar menos e isso faz o preço das mercadorias cair (obedecendo à lei da oferta e procura), o que, em tese, controlaria a inflação. Na última reunião, o BC manteve a taxa básica de juros, a Selic, em 14,25%, interrompendo uma sequência de sete altas.
Essa taxa de juros é a mais alta desde agosto de 2006, quando ela também estava em 14,25%.
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