
Na posse do novo ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, os principais banqueiros do país compareceram para prestar apoio ao novo ministro. Estavam presentes Roberto Setúbal presidente do Itaú, Luiz Trabuco do Bradesco, Murilo Portugal presidente da FENABAN e Pérsio Arida presidente interino do BTG Pactual, já que o presidente André Esteves teve um pequeno incidente, está preso na operação Lava Jato, e não pôde comparecer.
Barbosa declarou em sua posse que “nesse momento, o nosso maior desafio é fiscal. Nosso maior desafio é construir as condições para estabilizar e reduzir o nosso grau de endividamento público, tanto em termos de dívida líquida quanto em termos de dívida bruta" * deixando, evidentemente, os banqueiros bastante satisfeitos.
O ministro também se comprometeu em realizar uma nova reforma [sic] da previdência que incluirá a idade mínima obrigatória para aposentadoria junto ao INSS. Em outras palavras, a bolsa banqueiro continuará garantida com a maior parte do orçamento sendo gasto com pagamento de juros da dívida interna, dessa forma, o lucro recorde dos bancos se manterá. Por outro lado, os trabalhadores sofrerão mais ataques aos seus direitos e os serviços sociais continuarão sendo sucateados.
Fica evidente que não passa de um sonho de uma noite de verão a afirmação de setores governistas que estaríamos prestes a um giro à esquerda do governo Dilma com a queda do ministro Joaquim Levy. O governo do PT e o Congresso Nacional continuarão aplicando uma pauta de ataque aos trabalhadores.
Precisamos romper com as ilusões propagadas pelos governistas e deixar bem claro que esse governo que aplica as medidas para resolver as crises provocadas pelos patrões e banqueiros através de ataques aos nossos direitos não é nosso.
Simplesmente não basta trocar os ministros se a política central do governo não se altera. Os trabalhadores precisam ir às ruas para derrotar o ajuste fiscal e os seus responsáveis: o Governo Federal e o Congresso Nacional. No Paraguai acabamos de ver uma importante greve geral de 48 horas que enfrentou o governo e o ajuste fiscal que acontece naquele país, este é o caminho que devemos seguir.
Somente os trabalhadores e a juventude nas ruas de forma organizada poderão reverter esta situação no Brasil. Reconhecer quem são os inimigos é o primeiro passo que devemos dar nesta luta. Por isso, precisamos dizer com toda nossa energia: Fora Dilma, Fora Cunha, Fora Temer, Fora Aécio e esse Congresso Nacional! Fora todos eles! Eleições gerais já!
*.http://g1.globo.com/economia/noticia/2015/12/investidores-podem-continuar-confiando-no-brasil-diz-barbosa.html.
Juliana Donato Representante dos Funcionarios no Conselho de Administração do BB.
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