
Em dezembro do ano passado, o desemprego foi de 6,9%. Apesar de ter caído em comparação com novembro, quando foi de 7,5%, a taxa foi a maior para o mês desde 2007, quando tinha sido de 7,4%.
De janeiro a dezembro de 2015, o desemprego no Brasil teve média de 6,8%. Em 2014, a média tinha sido de 4,8%. O aumento de 2 pontos percentuais entre os anos foi o maior registrado na série histórica, que começou em 2003.
A média de pessoas desempregadas no ano passado foi de 1,7 milhão, 42,5% maior que a de 2014 (1,2 milhão).
A média da população com trabalho foi estimada em 23,3 milhões de pessoas, caindo 1,6% em relação a 2014, quando era de 23,7 milhões de pessoas. Em 2014, essa população havia retraído pela primeira vez (-0,1%) em toda a série anual.
Os números foram divulgados nesta quinta-feira (28) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e fazem parte da PME (Pesquisa Mensal de Emprego), que é baseada nos dados das regiões metropolitanas de Recife, Belo Horizonte, São Paulo, Salvador, Rio de Janeiro e Porto Alegre.
Na semana passada, o Ministério do Trabalho divulgou outros dados sobre emprego, mas se referiam a trabalhadores com carteira assinada (foram fechadas 1,5 milhão de vagas com carteira em 2015).
A pesquisa divulgada hoje pelo IBGE é diferente, inclui todos os trabalhadores, com ou sem carteira assinada. Além disso, os dois levantamentos usam métodos diversos.
Renda cai
Em 2015, depois de dez anos de ganhos anuais seguidos, a média do rendimento real (ajustado pela inflação) dos trabalhadores caiu para R$ 2.265,09, queda de 3,7% em relação a 2014. Foi a primeira queda desde 2004.
Na comparação de 2015 em relação ao início da série, em 2003, houve aumento de 28,4%, o que representou um ganho de cerca de R$ 501,25.
Todas as regiões pesquisadas tiveram perda na renda. O IBGE destaca as de Belo Horizonte (-4,6%), Rio de Janeiro (-4%) e São Paulo (-4%).
IBGE vai encerrar PME
Atualmente o IBGE faz outras duas pesquisas sobre emprego com divulgações mensais, além da PME: Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua e a Pimes (Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário).
A Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua é feita em mais municípios do que a PME. A última divulgada indicou que o desemprego foi a 9% no trimestre de agosto a outubro do ano passado, o maior desde 2012.
A Pimes (Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário) mede apenas o emprego na indústria. A última indicou que o total de trabalhadores no setor caiu 0,4% em novembro, 11º mês seguido de queda.
O IBGE divulgou que vai acabar com a PME e a Pimes, ficando apenas com a Pnad Contínua. A última coleta da PME está programada para acontecer em fevereiro, com divulgação prevista para março.
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