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PLANTÃO / POLÊMICA

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Como devemos encaminhar a luta contra a ameaça de privatização dos bancos públicos e demais estatais?

06/06/2016 às 16:45
Juliana Donato
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A Contraf CUT tem realizado uma campanha que, com a posse de Temer, passa a ter centralidade à luta contra as privatizações das empresas e bancos públicos. Foi realizado um ato na porta do BB Senador Dantas, no Rio de Janeiro, dia 20/05 com o slogan “Privatização é um TEMERidade. Diversas centrais estão convocando um ato nacional em defesa das estatais e serviços públicos , em 6 de Junho, no Rio de Janeiro, na Fundição Progresso, com ato show no final.

Estamos em total acordo que é necessário construir uma ampla unidade de ação para resistir a todos os ataques anunciados pelo governo Temer. Reforma da previdência, reforma trabalhista, ajuste fiscal e, inclusive a MP 727/2016 que cria o Programa de Parceira de Investimentos. A medida trata da ampliação da interação entre o Estado e a iniciativa privada por meio da celebração de contratos de parceria e de outras medidas de desestatização.

Porém, em vários textos de convocatória destas atividades, a Contraf tem vinculado esta campanha à luta contra o “golpe” ou em defesa da “democracia”. (http://www.contrafcut.org.br/noticias/movimentos-veem-protestos-em-alta-e-preparam-ato-nacional-no-dia-10-3cde). O dia nacional de lutas, convocado pela CUT, Frente Brasil Popular e Frente Povo sem Medo está sendo convocado com este conteúdo. Evidente que todos nós defendemos a democracia. Mas por trás desta simpática palavra, querem nos impor uma tarefa: reconduzir Dilma ao governo. Por isto, inclusive, a CUT e CTB fazem questão da presença de Lula no ato nacional do dia 06 de Junho.

Se esta campanha for levada desta forma, a CONTRAF/CUT estará impondo a divisão na luta de resistência ao ataques do governo Temer.
Estes ataques e as medidas privatizantes não começam com o governo Temer. A privatização do Banco do Brasil avançou, em muito, nas gestões de Lula e Dilma. Por isto, não adianta derrubar Temer e colocar Dilma no lugar.

No caso da Caixa, as ameaças começaram no final de 2014, com a possibilidade da venda de ações no mercado e com a aprovação do Projeto de Lei (PLS) 555. Foi no governo Dilma que o BB vendeu 58% das ações da BB Seguridade para as mãos do JP Morgan e Citibank. Foi sob o governo Dilma que se aprofundaram inúmeras parcerias entre o BB e o Bradesco.

O Banco do Brasil e a CEF, ao invés de centrar suas operações no financiamento da habitação, do pequeno agricultor e do trabalhador em geral, se transformaram em importantes financiadores dos grandes grupos do país. As empresas envolvidas na Lava Jato, por exemplo, receberam créditos bilionários. O resultado desta política foi que além do BB e da CEF se afastarem da sua função de bancos públicos, os balanços desses bancos foram profundamente impactados pela provisão de perdas de empréstimos feitos a essas empresas. Nos balanços do primeiro trimestre, somente para a empresa SETE BRASIL, conforme divulgado pela imprensa, a Caixa contabilizou 700 milhões e o BB R$ 1,047 bilhão. (http://www.dci.com.br/…/provisao-no-setor-de-oleo-e-gas-der…) . A OAS e Galvão Engenharia parte do grupo Queiroz Galvão, devedoras do BB e da Caixa, também estão em recuperação judicial.
Sabemos que o governo Temer vai seguir nessa lógica e, inclusive, nomeou para seus ministérios vários citados no escândalo da Lava Jato.

 

Mas, está claro, que a “privatização branca” não deixou de acontecer durante os 13 anos de gestão do PT. Os bancários, vítimas das constantes reestruturações do BB e da Caixa, têm clareza disto. Portanto reconduzir Dilma não nos serve: a política econômica, a lógica de jogar o ônus sobre nossas costas, seguirá a mesma.

Fazemos um chamado, em especial a Contraf CUT. Para que a unidade contra estas ameaças possa, de fato, ocorrer, vamos garantir bandeiras claras, sem qualquer reabilitação do governo anterior.

Vamos construir uma greve geral para colocar abaixo o governo Temer, exigindo eleições gerais, com novas regras, impedindo o financiamento empresarial, democracia nos espaços de TV e debates, revogabilidade de mandato, entre outras medidas.

Fora Temer, todos os corruptos e os reacionários do Congresso
Eleições Gerais Já.

Juliana Donato Representante dos Funcionários no Conselho de Administração do BB

 

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