
O número de demissões no setor bancário, o mais lucrativo do país, é alarmante. No primeiro semestre deste ano, as organizações financeiras cortaram 6.785 postos de trabalho.
A Caixa, sozinha, fechou de 1.469 postos. O PAA (Plano de Apoio à Aposentadoria) é o responsável pela queda drástica. A instituição financeira pode repor. É só convocar os aprovados em concurso público.
A pesquisa, feita com base nos dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério do Trabalho, mostra que os bancos múltiplos com carteira comercial - BB, Itaú, Bradesco e Santander - eliminaram 5.304 postos de trabalho entre janeiro e junho deste ano.
São Paulo é o estado com o maior número de cortes, 3.715 ao todo. Completam a lista dos três primeiros Rio de Janeiro, menos de 1.086 vagas, e Minas Gerais (- 448). Do total dos desligamentos, 62% são sem justa causa. As dispensas a pedido do trabalhador representaram 28% do total.
Diferença salarial
Os bancos continuam a discriminar as mulheres. A bancária admitida no primeiro semestre deste ano recebe, em média, R$ 3.101,62. O valor corresponde 73,2% da remuneração inicial dos homens contratados no mesmo período, de R$ 4.235,69.
A desigualdade também é grande no momento do desligamento. As mulheres saem dos bancos com salário médio de R$ 5.507,00. O valor representa 72,8% do recebido pelos bancários desligados.
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