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De janeiro a dezembro de 2016 foram fechados 20.553 postos de trabalho nos bancos brasileiros, sendo a maioria em São Paulo e no Rio de Janeiro, de acordo com a Pesquisa de Emprego Bancário (PEB), divulgada pela Contraf-CUT, nesta quinta-feira (26). O número superou amplamente o corte em 2015, que foi de 9.886 empregos. Representando um aumento de 107,9%. Ou seja, o corte de empregos nos bancos mais que dobrou no período.
O estudo em parceria com o Dieese, com base nos números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho, também chama a atenção para saldo negativo de postos de trabalho em dezembro de 2016, que chegou a 9.028 e pode estar relacionado aos desligamentos ocasionados pelo plano de reestruturação e de aposentadorias incentivadas adotados pelo Banco do Brasil.
Os trabalhadores mais velhos e com mais tempo no emprego foram os mais afetados. A análise por setor de atividade econômica mostra que os bancos múltiplos, com carteira comercial, que incluem grandes instituições como Itaú, Bradesco, Santander e Banco do Brasil foram os principais responsáveis pelo saldo negativo. Juntos, cortaram 18.434 postos de trabalho (93% do total).
Números estaduais
Nenhum estado registrou saldo positivo no emprego bancário no período. São Paulo foi o estado onde ocorreram mais cortes (-7.842 postos, 38% do total de postos fechados), seguido pelo Rio de Janeiro, que fechou 2.373 postos, Minas Gerais, com 1.655 postos extintos e Paraná, que fechou 1.441 postos.
Banco do Brasil
Do total dos desligamentos ocorridos nos bancos, metade foi sem justa causa, perfazendo 20.566 desligamentos. Os desligamentos a pedido do trabalhador somaram 16.961 e representaram 41,6% do total. O elevado percentual de desligamentos a pedido deve estar relacionado à implementação do plano de reestruturação do Banco do Brasil e de incentivo à aposentadoria no banco. Números extremamente negativos para categoria bancária, já que o BB não pretende repor as vagas.
Desigualdade entre homens e mulheres
As 9.992 mulheres admitidas nos bancos, de janeiro a dezembro de 2016 receberam, em média, R$ 3.187,18. Esse valor correspondeu a 71,6% da remuneração média dos 10.243 homens contratados no mesmo período, que foi de R$ 4.450,40.
No momento do desligamento também se observou diferença na remuneração entre homens e mulheres. As 19.927 mulheres que tiveram o vínculo de emprego rompido nos bancos no período recebiam, em média, R$ 5.902,45, enquanto os homens desligados dos bancos, recebiam R$ 8.118,63.
Faixa Etária
Os bancários admitidos concentraram-se na faixa etária até 24 anos de idade, com saldo positivo de emprego nessa faixa de 7.816 postos. Já os desligamentos se concentraram nas faixas etárias superiores a 25 anos e, especialmente, na de 50 a 64 anos, que registrou um saldo negativo de 14.763 postos de trabalho (37,2% do total de postos fechados).
Tempo no Emprego
Entre os 40.788 desligados, a maior parte tinha 120 meses ou mais anos no emprego (12.988 cortes que correspondem a 31,9% do total). Outros 9.647 desligados tinham entre 60 e 119,9 meses no emprego (23,7%). Ou seja, observa-se que o corte dos postos nos bancos se deu principalmente entre aqueles com maior tempo de casa, sendo compatível com o fato de serem os trabalhadores mais velhos.
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