
SANTOS (SP) - A Costa Rica, na América Central, é sede de uma conferência regional que discute a participação política das mulheres negras no poder. O encontro é realizado em razão do Dia da Mulher Afro-latinoamericana e Caribenha, comemorado em 25 de julho. A data foi estabelecida em 1992, como forma de denunciar as desigualdades de gênero e étnicas presentes no continente.
A Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu 2011 como o Ano Internacional dos Povos Afrodescendentes. No Brasil, seguidos estudos elaborados por órgãos oficiais da administração pública apontam condições desiguais na saúde, na educação, no mercado de trabalho e demais espaços.
O estudo Dinâmica Demográfica da População Negra Brasileira, divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), mostrou que as mulheres sofrem com salários abaixo da média dos homens no país. A massa salarial das mulheres atingiu R$ 12,7 bilhões em outubro de 2010. Já os homens, somaram R$ 21,2 bilhões no período.
Em 2009, o trabalho doméstico remunerado empregava cerca de 7,2 milhões de pessoas. A maior parte das vagas era preenchida por mulheres negras. O salário mínimo nacional, naquele ano, era de R$ 465. No entanto, as domésticas brancas ganhavam R$ 421 por mês, enquanto as negras recebiam R$ 364, em média.
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