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PLANTÃO / ECONOMIA

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Mesmo com crise, EUA gastam menos com juros que o Brasil

03/08/2011 às 08:05
Gustavo Patu
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BRASÍLIA (DF) - Embora o contraste com os apuros fiscais dos Estados Unidos tenha se tornado uma das principais armas retóricas da política econômica brasileira, nem todas as comparações entre os dois países são tão confortáveis como faz parecer o governo Dilma Rousseff.

"A marcha da insensatez", por exemplo, é o título de um quadro apresentado recentemente pelo ministro Guido Mantega sobre a evolução do deficit e da dívida pública americana, numa mistura de temor e nem tão discreta ironia revanchista.
Mas, se é verdade que os tamanhos do deficit e da dívida pública do Brasil estão sob controle, o peso no Orçamento das despesas com juros mostra como permanecem na memória dos credores os dias em que o país era alvo de críticas e imposições do mundo desenvolvido.

Neste ano, pelas projeções de analistas, União, Estados e municípios brasileiros gastarão o equivalente a 5,5% da renda nacional com juros. Nos EUA, a conta pode nem chegar a 2% -apesar de eventuais variações na metodologia de apuração dos números, a diferença é eloquente o bastante.

RETORNO ELEVADO


A despesa do Brasil é tão alta porque as taxas de juros dos títulos da dívida do governo são as mais elevadas do mundo. Trata-se de um indicativo, ao lado dos prazos muito curtos desses papeis, de que a crença dos investidores na solidez fiscal do país está longe da propagada pelas exposições oficiais.

Em outras palavras, apesar de todas as inegáveis melhoras dos últimos anos, ainda só se empresta dinheiro ao setor público do Brasil com a perspectiva de ganho elevado e rápido para compensar o risco.

Depois de sucessivas crises de confiança, o Brasil mereceu uma trégua ao separar uma parcela do Orçamento para o pagamento de juros e ao recuperar o crescimento econômico.

Em recessão e com a obrigação de elevar os gastos públicos para reativar o consumo e o investimento, foram os EUA e outros países ricos que passaram a ter suas contas na berlinda.

Examinadas com rigor, as dívidas brasileira e americana, como quase todas, não podem ser inteiramente pagas. Isso não é novidade nem susto para o mercado.
Mas os credores, como o nome indica, precisam de um roteiro minimamente verossímil para continuar a crer nos títulos públicos que detêm -e a comprar novos.

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