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PLANTÃO / EM TROCA DE BENESSES

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UNE abandona de vez a luta dos estudantes para bajular governo

04/08/2011 às 09:08
Na Trincheira 186
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BAURU (SP) - Muito longe dos ideais do Congresso da UNE de 1968, em Ibiúna, marcado por lutas no interior do movimento estudantil contra a ditadura militar, o evento deste ano, realizado entre os dias 13 e 17 de julho, em Goiânia, deixou mais uma vez um saldo negativo, marcado pelo governismo, ausência de lutas e a falta de dependência política e financeira.

Direção governista

O Congresso foi só aplausos ao governo. Dilma e o ministro da Educação, Fernando Haddad, seguirão com a UNE em seus bolsos e bem domesticada. Lula foi convidado ilustre e agradeceu à UNE pela lealdade na adversidade. A entidade apoiou o REUNI, o ProUni e o FIES e toda a política educacional nos últimos 9 anos, mostrando que seus dirigentes são capachos do governo, que sucateia a educação. A UNE é uma entidade vendida!

UNE despreza independência financeira

Cinco ministérios do governo e três estatais financiaram o Congresso estudantil, que de estudante não tinha nada. O governo do estado de Goiás e a prefeitura de Goiânia também entraram com sua cota. Mencione-se, ainda, a Confederação Nacional dos Transportes (CNT). Tudo isso é público e a UNE não esconde: governos, ministérios, empresas estatais e até sindicatos patronais financiam o congresso.

Numa tentativa vergonhosa e inconvincente de defender a desmoralização pelo uso de dinheiro público, Augusto Chagas, que encerrava seu mandato na presidência da UNE, disse: "O patrocinador é o dinheiro público, é o dinheiro da União. Nós achamos que o congresso da UNE tem função pública. Ele serve ao Brasil."

Lutas? Que nada!


A programação do 52º Conune é um retrato da acomodação e de sua ausência nas lutas em curso pelo país. Em um cenário de greves e mobilizações importantes, como a dos professores em diversos estados, dos funcionários das universidades federais e dos bombeiros do Rio, nenhum desses trabalhadores em luta foi convidado a falar ao congresso -- somente o governo.

O cenário internacional em que a juventude marca presença na arena política, encabeçando mobilizações nos países arábes, na Europa e no Chile, também não merece, aos olhos da UNE, nenhuma centralidade em seu congresso. O Conune não reflete as lutas porque as lutas vão em sentido oposto ao que vai a UNE.

Qual a tarefa dos estudantes?

Por tudo isso, esse congresso não tem nada a oferecer ao movimento estudantil combativo. E isso se revelará no segundo semestre, no debate de que tarefa os estudantes têm a assumir.

Enquanto o governo prepara um ataque para os próximos 10 anos, com o novo Plano Nacional de Educação, a UNE vai apoiar esse projeto e "lutar" para que ele preveja o investimento de 10% do PIB para a educação. Se o movimento social sempre exigiu um patamar superior de investimento na educação, o fez porque isso é condição para implementar um programa de universalização do ensino público.

Ao apoiar o PNE, portanto, a "luta" da UNE por 10% do PIB para educação, de conteúdo, pede mais verbas públicas para serem entregues ao ensino privado. De qualquer maneira, este semestre vai mostrar se a UNE quer mesmo lutar pelos 10% do PIB, porque até aqui a entidade está fora da Jornada de Lutas de agosto e das articulações do plebiscito nacional -- ambas iniciativas de luta por aquela bandeira.

Após esse Congresso governista, a oposição de esquerda da UNE deveria romper com essa entidade. De todo jeito, esses companheiros devem agora se unir à ANEL na luta contra o PNE do governo e pelos 10% do PIB para a educação. E é fora da decadente União Nacional dos Estudantes que poderão organizar a luta, em unidade com todos os estudantes que não se prestam ao papel de capachos do governo federal.

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