
“Mais uma vez o SEEB-MA participou apresentando a defesa da pauta histórica da categoria, como a reposição das perdas salariais e a luta pela isonomia. Por outro lado, mais uma vez, o setor majoritário do movimento, a Contraf/CUT, se negou a fazer esta discussão fundamental para a categoria. Apesar disso, aprovou-se um calendário de luta contra a reestruturação na empresa”. A avaliação é do bancário da CEF e diretor do Sindicato, Eloy Natan, sobre o Congresso Nacional dos Empregados da Caixa(CONECEF), no fim de maio. Como no BB, os delegados do CONECEF definiram as propostas que nortearão as negociações específicas com o banco durante a Campanha Nacional dos Bancários 2010. Na linha de frente, o dia nacional de mobilização contra a reestruturação e por isonomia na empresa, no dia 29 de junho. No Maranhão, em razão do feriado, a mobilização acontece dia 30. Contra a reestruturação, os delegados entregaram à representante da Caixa, na abertura do evento, um abaixo-assinado com três mil subscrições. A iniciativa foi da gerente da Ret/PV Imirim(SP), Rebeca Furquin. Os delegados do CONECEF rejeitaram a reestruturação pelo conteúdo – pois o novo modelo extingue setores do banco – e pela forma como vem sendo efetuada – sem qualquer debate e total desrespeito aos empregados. Acompanhe as principais deliberações: - Isonomia: Unificar a luta da isonomia com a luta contra a reestruturação, realização de encontro nacional para ampliar a discussão sobre a isonomia até julho; criação de comitês estaduais; lutar pela aprovação do Projeto de Lei nº 6259/2005, que prevê a isonomia nos bancos federais; articulação com outras categorias que ainda não conquistaram a isonomia. - Aposentados: Os aposentados garantiram a participação na mesa de negociação específica com três representantes. A luta pela extensão do auxílio-alimentação e da cesta-alimentação e a recuperação do poder de compra dos benefícios – com aporte de recursos feitos integralmente pela Caixa –, assim também como o fim do efeito gangorra nas aposentadorias (quando o INSS eleva o valor da aposentadoria a Funcef diminui a complementação) também são reivindicações aprovadas. - Fim dos correspondentes bancários onde existam agências bancárias. Para os trabalhadores, essa é uma política de esvaziamento das atividades da CEF e desrespeito aos empregados. - PCS: -Necessidade de reabrir o debate sobre o Plano de Cargos e Salários (PCS), que não garante isonomia e exclui os colegas que ficaram no REG/Replan. -As correntes Intersindical, Conlutas, CTB e Grupo Bancários na Luta (SP) defenderam o fim do delta zero nas promoções por merecimento; também querem um novo PCS que de fato interesse aos trabalhadores. A proposta aprovada, no entanto, foi a defendida pelas correntes cutistas, que estabelece uma linha de corte na avaliação por merecimento, sendo que quem chega à nota média da avaliação deve ganhar, no mínimo, um delta. -Não à remuneração variável e estratégia de campanha - Campanha Unificada, com garantia de mesas específicas, e defesa do piso do Dieese. - Carreira e jornada: O eixo central é a luta pela jornada de seis horas para todos os empregados, inclusive os de nível gerencial, sem redução salarial. Os bancários também aprovaram a progressão horizontal em cada cargo/função por tempo de exercício. Também querem a utilização sempre de PSI e o respeito à classificação no caso de Bancop. Outra reivindicação é a não exigência de saldamento do REG/REPLAN e quitação das ações judiciais para migração para a nova estrutura salarial. - Unificação dos planos de benefícios - FUNCEF: Os bancários querem auditoria no superávit de todos os planos da Funcef, desde 1997; o fim do voto de minerva nas instâncias do fundo de pensão; que os cargos de direção da Funcef sejam preenchidos por empregados da Caixa. Ficou fora da pauta, por decisão da maioria cutista no Congresso, o teto salarial para os diretores da Funcef. A proposta era o máximo recebido pelo gerente geral de agência nível um e mercado A. - CTVA: Aprovada a reivindicação de reconhecimento, por parte da Caixa, do CTVA como verba salarial para fins de aporte à Funcef para os que permaneceram no REG/REPLAN não saldado e para os que fizeram o saldamento. - Saúde: Os empregados querem a criação de setores específicos para Saúde do Trabalhador e Saúde Caixa em todos os Estados, com estruturas técnica e administrativa; realização de pesquisa para avaliar a relação metas X saúde mental, entre outras reivindicações. Com base no custeio do Saúde Caixa apresentado pelo banco, os empregados vão exigir a compensação do que foi pago a mais por eles. O superávit acumulado é de cerca de R$ 98.000.000,00 (essa é apenas a parte dos empregados, sem o aporte da CEF). - CONECEF: Mantida a mesma estrutura de 1/300, com ampliação de 10% para 20% o número de observadores. O CONECEF continua sendo instância deliberativa sobre pontos da Campanha Salarial. - Eleição da CEE: A eleição da Comissão Executiva dos Empregados no CONECEF, por chapa e com garantia da proporcionalidade dos votos, foi a proposta defendida pela Intersindical, CTB, Conlutas e Grupo Bancários na Luta (SP). Mas prevaleceu o modelo atual, defendido pelos cutistas, no qual as federações indicam os representantes - Voto de censura: As correntes Intersindical, Conlutas, CTB e Grupo Bancários na Luta (SP) defenderam o voto de censura aos diretores da Funcef que votaram pela reabertura do saldamento do REG/Replan. A proposta não foi aprovada, restando as desculpas dos representantes dos empregados no fundo de pensão de que não tomaram conhecimento da deliberação do Encontro de Dirigentes Sindicais realizado em dezembro passado.
Dia Mundial da Conscientização Sobre o Autismo - por mais respeito, compreensão e conhecimento!
SEEB-MA: 91 anos de lutas, conquistas e presença na vida da categoria
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