Siga-nos no Threads Siga-nos no TikTok Fale conosco pelo WhatsApp Siga-nos no Facebook Siga-nos no Instagram Siga-nos no X Siga-nos no Youtube

PLANTÃO / JORNADA NACIONAL DE LUTAS

Imprimir Notícia

Coordenação Nacional avalia crise e decide reforçar jornada de lutas

09/08/2011 às 08:06
CSP-Conlutas
A+
A-

BELO HORIZONTE (MG) - Foi aprovada a resolução sobre conjuntura, segue, abaixo, a íntegra do texto.

Resolução da coordenação nacional da CSP-Conlutas sobre Conjuntura


1-      A crise econômica internacional se aprofundou nas últimas semanas.  O acordo feito no congresso americano,  entre os republicanos e democratas,  para aumentar o teto da dívida pública dos EUA , longe de estabilizar a situação, trouxe muitas dúvidas sobre a capacidade de recuperação da economia americana o que levou inclusive ao rebaixamento de notas dos EUA pelas agências internacionais que medem o risco.

 

2-      A situação na Europa também não se estabilizou com o pacote de ajuda à Grécia. A crise da dívida pública ameaça se estender para outros países como a Espanha, Itália, Portugal e toda a zona do euro.

 

3-      Em apenas uma semana foram “queimadas” na bolsa de valores no mundo cerca de 4,2 trilhões de dólares, o que equivale a duas vezes o PIB do Brasil,  demonstrando não só a gravidade da crise como confirmando as limitações da pequena recuperação ocorrida nos últimos 2 anos, bem como as previsões que estamos frente a uma crise de longa duração.

 

4-      Na Europa, os trabalhadores e a juventude têm protagonizado grandes lutas no enfrentamento à política dos governos para jogar a crise econômica nas costas dos trabalhadores. Foram greves gerais e manifestações na Grécia, Espanha, Grã-Bretanha, Portugal, Itália e outros. Nestas lutas a nossa classe tem demonstrado uma grande capacidade de luta e resistência. No entanto não tem ainda uma direção à altura e muitas vezes vê suas lutas se perderem e a maioria das direções tradicionais se colocando entre eles.

 

5-      No Brasil que vem tendo um crescimento econômico  nos últimos dois anos, o governo Dilma  começou a se preparar para os efeitos da crise, com o corte do orçamento de 50 bilhões que retiram recursos da saúde, educação, previdência, moradia e outros. Agora, o governo lança o plano “Brasil Maior” que dá incentivos fiscais às grandes empresas principalmente multinacional através de redução do IPI; desoneração da folha de pagamento; incentivo às exportações para supostamente aumentar a competitividade das empresas instaladas no país.

 

6-      Nos últimos meses, assistimos a um crescimento das lutas dos trabalhadores(as) no país com várias greves, respondendo à contradição de que enquanto crescem os lucros das empresas, recordes e mais recordes de produção, os salários são corroídos pela inflação e os serviços públicos cada vez mais precários.

 

7-      Estas lutas no entanto, ainda são pulverizadas e ainda não se enfrentam na sua maioria com o governo Dilma que ainda segue com alta popularidade e conta com um apoio das centrais sindicais governistas que neste momento levantam a necessidade de um pacto social com a retomada das Câmaras Setoriais. Por isto a importância da Jornada Nacional de Lutas para centralizar as lutas e construir uma alternativa nacional de luta contra a política econômica do governo Dilma.

 

8-      Os casos de corrupção continuam a acontecer não só na esfera federal como no caso Palocci,os escândalos do Ministério do Transporte bem como em diversos governos estaduais, prefeituras e câmaras municipais. As obras do PAC e da Copa e Olimpíadas são um terreno fértil para o  crescimento da corrupção. Estas obras têm servido para aumentar os ataques ao movimento popular com remoções forçadas e desocupações constantes.

 

9-      No campo, continua a concentração fundiária, despejos violentos nas ocupações, descaso com os assentamentos rurais e com os pequenos produtores de alimentos, bem como assassinatos e impunidade. O novo Código Florestal facilitará a destruição dos ecossistemas brasileiros, perdoará dívidas dos madeireiros e ampliará a monocultura. O governo Dilma nega a reforma agrária e oferece total apoio ao agronegócio: créditos fartos e baratos, pesquisas e assistência técnica. O que interessa é a produção e venda de commodities agrícolas (cana-de-açúcar, etanol, soja, café, algodão, carne bovina, suína e de aves) no mercado internacional, na busca de superávit primário e pagamento da dívida pública.

 

10-   Nas lutas urbanas, aprofunde-se a política de criminalização dos movimentos, incluindo prisões injustificadas e ameaças de morte.

 

Diante deste quadro a Reunião da Coordenação Nacional da CSP-Conlutas decide:

 

1-      Impulsionar junto com as demais entidades a Jornada Nacional de Lutas de 17 a 26 de agosto, realizando manifestações nos estados e um grande ato no dia 24 em Brasília. Organizar caravanas nos estados e uma grande presença de CSP-Conlutas nesta atividade com colunas, bandeiras etc. Para viabilizar esta atividade a S.E.N. deve organizar a arrecadação financeira (rateio).

 

2-      Combater a política econômica do governo Dilma que beneficia as grandes empresas, bancos, empreiteiras e latifundiários assentada nos altos juros, isenções às empresas, a utilização de metade do orçamento para o pagamento da dívida pública aos banqueiros em detrimento da educação, saúde  e outros serviços.

 

3-      Encaminhar pelo conjunto da central a campanha de 10% do PIB Já! para a educação, como uma das campanhas prioritárias para o próximo período.

 

4-      Denunciar o plano “Brasil Maior” do governo Dilma que cortou 50 bilhões do orçamento e agora quer dar de presente 25 bilhões aos empresários através de isenções. Estas mesmas empresas beneficiadas enviam bilhões de dólares para o exterior como remessa de lucros. Repudiar a proposta de pacto social e de retomada das Câmaras Setoriais.

 

5-      Apoiar as lutas em curso: greve da Fasubra e SINASEFE, professores de MG, RIO e trabalhar pela unificação das campanhas salariais sob o lema Se o Brasil Cresceu! Trabalhador quer o Seu! Lutando por aumento real dos salários e dando atenção especial às reivindicações ligadas à organização no local de trabalho (delegados sindicais, comissões de fábrica). Colocar nestas campanhas reivindicações ligadas às lutas contra as opressões em defesa das mulheres, dos negros e homossexuais.

 

6-      Referendar as bandeiras da Jornada de Lutas, bem como nossa plataforma e as resoluções aprovadas em reuniões anteriores e encaminhar as campanhas já aprovadas:

 

- O Minério Tem que Ser Nosso;

 

- O Petróleo Tem Que Ser Nosso, Petrobras 100% estatal; Leilão é privatização;

 

- Contra a Privatização dos Correios e Correios S.A.  e contra a MP 532;

 

-Contra a Privatização da  Universidade Pública – Abaixo o PLP 1749|11 que privatiza os hospitais  universitários;

 

-Em defesa das aposentadorias e da previdência pública; fim do fator previdênciário;

 

- Chega de preconceito, pelo fim da discriminação e exploração, trabalho igual – salário igual;

 

- Contra às remoções forçadas, decorrentes das obras dos megaeventos e do PAC;

 

- Reforma Agrária Já ! Todo apoio às ocupações. Contra os assassinatos dos trabalhadores rurais e quilombolas;

 

- Pela abertura imediata dos Arquivos da Ditadura e punição aos torturadores.

 

7- Participação no Grito dos Excluídos em 7 de setembro.

 

8-      Estimular nas entidades, debates sobre a situação da economia mundial e a crise econômica.

 

9-      Trabalhar pela realização do Encontro Internacional após o Congresso da CSP-Conlutas.

SAÚDE - CAT
ÁREA DO CLIENTE
SOBRE

Sindicato dos Bancários do Maranhão - SEEB/MA
Rua do Sol, 413/417, Centro – São Luís (MA)
Secretaria: (98) 98477-8001 / 3311-3513
Jurídico: (98) 98477-5789 / 3311-3516
CNPJ: 06.299.549/0001-05
CEP: 65020-590

MENU RÁPIDO

© SEEB-MA. Sindicato dos Bancários do Maranhão. Gestão Trabalho, Resistência e Luta: por nenhum direito a menos!