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Entra governo e sai governo, mas as velhas práticas políticas parecem continuar em desfavor da população e da classe trabalhadora. No lugar do extremismo de direita bolsonarista, com suas reformas antipopulares, retirada de direitos e foco nos interesses dos mais ricos, assumiu um governo que deveria voltar seu olhar para os mais pobres e para os trabalhadores. Porém, passados seis meses do “novo” governo, a esperança começa a dar lugar à preocupação.
“Além de o Congresso Nacional ser de maioria conservadora, o que é um grande empecilho para uma agenda minimamente progressista, o novo arcabouço fiscal de Lula/Haddad visa atender aos interesses do mercado, retirando a capacidade de responder às demandas estruturantes do país, pois constrange o investimento público e deixa livre o gasto financeiro para os bancos. Por isso, é preciso reagir” – avaliou o diretor Rodolfo Cutrim.
Vale ressaltar que, no atual governo, o setor bancário continua a bater recordes e recordes de lucro a cada trimestre, os juros continuam nas alturas, mas o número de pessoas com expectativa de conseguir um emprego diminui, as condições de trabalho não dão sinais de melhora e o poder de compra da população permanece reduzido.
Segundo dados do DIEESE, as instituições bancárias eliminaram 2.662 empregos no Brasil de janeiro a março de 2023, período que o Banco do Brasil e o Itaú lucraram mais de R$ 8 bilhões cada um. Um absurdo!
Por falar em BB, em vez de o governo utilizar suas prerrogativas como maior acionista e investir parte dessa lucratividade em políticas públicas, não há sinais de uma agenda socialmente responsável do banco. Com essa inércia, o rentismo, os juros altos e a distribuição de dividendos para os mais ricos impera no BB, como se fosse um banco privado, competindo com Bradesco e Itaú.
Como se não bastasse, de acordo com o DIEESE, há o esgotamento das contratações e o agravamento das terceirizações, números que podem ser comprovados observando-se a realidade não só do BB, mas da Caixa, do BNB, do BASA e dos bancos privados.
“Diante disso, está mais do que na hora de o governo dos trabalhadores mostrar a que veio. Apostar no vale-tudo com um Congresso bolsonarista é perda de tempo. É necessário que o movimento sindical como um todo mobilize a base para o diálogo e para a luta. Precisamos de locais de trabalho adequados, novos concursos e mais bancários, a fim de diminuir a sobrecarga, o assédio e o adoecimento da categoria, bem como para oferecer um atendimento de qualidade à população. Além disso, as novas contratações e vagas em concursos devem ser ofertadas para o Nordeste, para o Maranhão, que também ajudaram a eleger Lula” – afirmou o presidente do SEEB-MA, Dielson Rodrigues.
Cumpre ressaltar, ainda, que nos bancos privados, o SEEB-MA entende que caberia ao governo mais articulação, a fim de cobrar responsabilidade, barrar as demissões e impedir um possível aumento do desemprego no país. Contudo, Bradesco, Itaú e Santander seguem livres para demitir, fechar agências e transformar outras em postos de atendimento, contribuindo assim com a precarização e o extermínio do trabalho bancário a cada ano.
Ante todos esses ataques, é inegável que o setor bancário, tanto público quanto privado, não está cumprindo sua obrigação constitucional: a de promover o desenvolvimento equilibrado do país e a de servir aos interesses da coletividade. Portanto, o SEEB-MA exige do governo Lula e de seus braços sindicais uma mudança de atitude. Afinal, não será possível resguardar nem conquistar direitos com o atual Congresso.
“Além de diálogo, é preciso que o governo apoie os trabalhadores nas ruas, na mobilização, de modo a cobrar dos bancos respeito para com os bancários e para com o futuro do Brasil, a fim de não repetir o desastre que foi o desgoverno anterior. Se não fizer isso, Lula só ratificará a tese de que independente de governo ou de patrão, a luta dos trabalhadores é a nossa única opção. Avante, bancário(a)” – finalizou Dielson.
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