
Os trabalhadores rurais sem terra vão se concentrar, às 16h, na Cinelândia, no centro do Rio, e se unir a outras categorias que já estão mobilizadas, como profissionais de educação, saúde, construção civil e servidores públicos. A pauta unificada de reivindicações inclui a redução da jornada de trabalho sem redução salarial, a destinação de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) no Orçamento para a educação pública e gratuita e a realização da reforma agrária.
“A gente nunca viveu um período com tantas poucas obtenções de terra. A gente precisa recolocar a reforma agrária na pauta central do governo, como alternativa para a organização da economia no país e a inclusão dos camponeses no campo”, afirmou Lívia Regina. Segunda ela, no Rio de Janeiro, a última desapropriação de terra para assentamento foi feita em 2007.
Atualmente existem mil famílias acampadas no estado, vivendo em habitações improvisadas com lona, principalmente em área públicas, aguardando a liberação de terras pelo Incra. A soma dos trabalhadores já contemplados pelo instituto no Rio chega a 2,5 mil famílias. Esses produtores são beneficiários do programa que prevê, por exemplo, crédito para produção em condições diferenciadas, e acesso à educação no campo e à infraestrutura.
“Se, hoje, você for a um acampamento nosso, você vê que não é essa a situação. Têm locais sem acesso porque a estrada é ruim, não tem ponte, não tem luz, as casas são, boa parte, de lona e madeira. A infraestrutura ainda é algo precário nos assentamentos”, ressaltou Lívia Regina.
Segundo a representante do MST, a reforma agrária envolve questões como um orçamento maior, o
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