
Por unanimidade, o Conselho Superior do Ministério Público de São Paulo decidiu, na terça-feira, propor uma ação pela intervenção da Bancoop (Cooperativa Habitacional dos Bancários do Estado de São Paulo). O relator do caso no conselho, Edgard Moreira da Silva, também defendeu o afastamento da atual diretoria e a nomeação de um interventor. Segundo ele, a cooperativa deve sofrer uma ação por desvio de finalidade.
"Cabe ao Ministério Público promover as medidas judiciais cabíveis para, no mínimo, minorar os prejuízos sofridos pelos cooperados consumidores da Bancoop, colimando sua dissolução e intervenção judicial para buscar a conclusão dos empreendimentos imobiliários que não foram concluídos", disse o relator.
Em denúncia apresentada no ano passado, o promotor José Carlos Blat, acusou o ex-presidente da Bancoop e tesoureiro afastado do PT, João Vaccari Neto, de envolvimento em desvios para campanhas do partido. De acordo com o promotor, eles formaram uma "organização criminosa" que causou prejuízos de R$ 170 milhões. A Justiça chegou a abrir o sigilo fiscal de Vaccari Neto e outras cinco pessoas. Também no ano passado, o relatório final da CPI da Assembleia de São Paulo sobre o caso pediu ao Ministério Público que realizasse uma intervenção.
Em nota, a Bancoop afirma lamentar a decisão do Ministério Público, "que recusou a decisão do promotor Joel Bortolon Junior, da Promotoria de Falências, de arquivamento de pedido de intervenção na cooperativa, por acreditar que tal medida prejudica o processo de celebração de acordos, que vêm sendo realizados com os cooperados, tanto individualmente quanto coletivamente, por empreendimento". A entidade ainda diz que fez, nos últimos anos, diversas auditorias e perícias que não encontraram desvios de qualquer natureza. "Por isso, refuta enfaticamente as afirmações em sentido contrário."
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