PLANTÃO / REJEIÇÃO

BB nega reivindicações sobre emprego e saúde; bancários devem se mobilizar
12/09/2011 às 15:30
SEEB-Santose Região
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A participação de todo o funcionalismo, sem exceção, sobretudo dos comissionados, nas atividades organizadas pelos sindicatos será decisiva para o êxito da Campanha Nacional 2011.
O Comando Nacional dos Bancários, assessorado pela Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), chegou a essa conclusão logo depois do encerramento da primeira rodada de negociação específica com o BB, realizada nesta sexta-feira (9) no edifício Sede III, em Brasília. Na reunião, o BB rejeitou reivindicações importantes sobre jornada de trabalho e emprego, saúde, condições de trabalho e previdência.
Os primeiro itens debatidos foram emprego, terceirização de serviços e ampliação dos correspondentes bancários em todo o país pelo BB.
Durante a negociação, um representante do banco ressaltou que o BB convocou, treinou e empossou nos últimos anos aproximadamente 15 mil funcionários. "Grande parte desse pessoal foi chamado para o projeto BB 2.0, que está sendo avaliado. Por isso, não será simples chegar para o governo e pedir mais 5 mil bancários.
Apesar de o negociador do banco ter dado a entender que o BB pode abrir novo concurso, ele informou que não há precisão de contratar mais bancários este ano. "Podemos chegar à conclusão de que precisamos contratar mais, mas isso não será negociado na campanha deste ano", observou.
BB 2.0
Em relação ao BB 2.0, ele frisou que a crítica do movimento sindical mais contundente é sobre a segmentação. "O BB 2.0, que prioriza os clientes com renda superior a R$ 4 mil, tira o cidadão das agências e os encaminha para os correspondentes bancários, excluindo os clientes de baixa renda da rede bancária oficial".
Logo depois do debate sobre os correspondentes, os representantes do funcionalismo cobraram que todos os aplicativos de trabalho no BB devem ser vinculados ao ponto eletrônico. O BB aceitou discutir a questão e prometeu levar adiante o debate.
"Veremos o que é possível fazer, uma vez que é difícil unificar todos os aplicativos ao ponto eletrônico. É um debate que interessa ao banco. Vamos analisar todas as possibilidades. É do interesse do banco coibir a fraude no ponto eletrônico", ressaltou um dos negociadores do banco.
Ciente das dificuldades em relação aos aplicativos, foi destacada a importância de avançar no assunto. "É um passo muito importante que podemos avançar".