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A primeira rodada de negociação específica nesta sexta 9, em Brasília deixou claro que os funcionários do Banco do Brasil terão de realizar uma forte Campanha Nacional Unificada para que a direção da empresa atenda às reivindicações dos trabalhadores para a renovação do acordo coletivo aditivo.A reunião foi marcada pela postura dos representantes do banco em negar ou postergar as reivindicações apresentadas pelo funcionalismo. Mais funcionários – Os representantes dos bancários reforçaram a necessidade de se contratar mais cinco mil funcionários para melhorar as condições de trabalho nas ências e departamentos. O banco afirmou que tem contratado mais pessoas e citou que, nos últimos três meses, foram empossados 15 mil novos funcionários. Os empregados também criticaram o projeto BB 2.0, principalmente no que se refere à segmentação que tem afastado a população de baixa renda do banco público, destacando também a terceirização que está incluída no programa. Ponto eletrônico – Os representantes dos funcionários reivindicaram que todos os aplicativos do banco fossem vinculados ao ponto eletrônico. O negociador da empresa afirmou que o vínculo não inibiria o trabalho gratuito, pois os bancários podem fazer serviços em casa em excel, word, powerpoint etc. O discurso institucional é de que só pode haver trabalho extraordinário com autorização, e registrado e pago. Jornada – Jornada de seis horas para todos os bancários e sem redução de salário foi enfatizada pelos representantes do funcionalismo. O BB diz que não discutirá o tema na campanha salarial. Além disso, afirma não ter o entendimento de que as funções são de seis horas. O banco disse que estuda o tema e em breve terá uma posição sobre o assunto. O banco disse ainda que estão sendo realizados estudos no que se refere à trava, às funções dos atendentes A e B, concorrência para o posto efetivo sem abrir mão da comissão entre outras análises que não foram finalizadas. Assédio moral e metas abusivas – O banco afirma que não fará mais nada a respeito do assunto, pois já tem sua forma de gestão. Os representantes dos funcionários reafirmaram que o BB tem de assinar o acordo da Fenaban sobre conflitos nos locais de trabalho. O banco negou. Cassi – O BB diz que não vai discutir a inclusão dos bancos incorporados na campanha 2011, afirmando que os aposentados dessas empresas não podem ser incluídos na Cassi. A representação dos funcionários reforçaram que a questão tem de ser resolvida durante a campanha, pois está afetando milhares de trabalhadores. A COE também reforçou que o plano odontológico também tem de ser melhorado, pois o atual é alvo de reclamações de vários funcionários. Saúde e comissões – Outra reivindicação dos trabalhadores é que não haja perda de função e direitos em casos de licença para tratamento de saúde. Além disso, exigiram a eliminação da trava para remoção automática ou para concorrer a funções. Negociação – As próximas rodadas de negociações serão em 14 e 20 de setembro. Para Wagner Nascimento, funcionário do banco do Brasil, diretor do Sindicato e representante de Minas na COE/BB, presente na reunião, mais uma vez os bancários do BB precisam se mobilizar para arrancar do banco conquistas importantes como aumento real e jornada de 6 horas. "Durante a rodada de negociação desta sexta-feira o banco se recusou a atender praticamente todas as nossas reivindicações, esperamos que o banco apresente imediatamente um posição em relação aos descomissionamentos para afastados por doença e melhoria do plano odontológico para todos e inclusão dos aposentados", afirmou. |
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