
Nesta terça-feira (13), os 35 sindicatos que representam os trabalhadores dos Correios de todo o Brasil, realizam assembleia, quando será discutida a deflagração da greve no setor por tempo indeterminado. Os sete sindicatos que compõem a FNTC (Frente Nacional dos Trabalhadores dos Correios) já deliberam que e vão defender a paralisação.
Segundo um dos representantes da FNTC, Heitor Fernandes, os trabalhadores demonstram insatisfação diante da proposta apresentada pela empresa, cujo reajuste salarial é de apenas 6.87% e R$ 50, linear em janeiro de 2012. “Ficamos dois anos sem reajuste, após manobra da direção majoritária da Fentect [Federações Nacional dos Trabalhadores em Empresas dos Correios e Similares], e agora o governo vem com essa proposta que só repõe a inflação. Não podemos aceitar esse reajuste, queremos a reposição das perdas e R$ 400 de aumento real”, enfatiza.
A indignação dos ecetistas se somou a aprovação no Congresso e no Senado da MP (Medida Provisória) 532/11 que agora está subordinada a sanção da presidente Dilma Rousseff. Essa MP privatiza a estatal e abre seu capital transformando-a em Sociedade Anônima. A medida prevê também a criação de outras empresas no ramo postal, as chamadas subsidiarias, o que favorece o aumento da terceirização e precarização do trabalho. “Vamos lutar para que essa medida seja revogada pela presidente Dilma”, ressalta Fernandes.
Os ecetistas também sofrem com a falta de contratação e sobrecarga de trabalho. A categoria luta por contratação imediata e abertura de novos concursos públicos no setor.
“A resposta para esses ataques é greve geral por tempo indeterminado” afirma o dirigente, que enfatiza que qualquer negociação com o governo tem que estar subordinada a um processo de mobilização. “Só com paralisação conseguiremos o atendimento de nossas reivindicações. O governo diz que o país está crescendo, então queremos o nosso”, finaliza.
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