
Os negociadores do BB insistem em manter a intransigência, provocam os bancários ao negar todas as reivindicações e seguem como cordeiros a ordem do governo petista de não conceder reajuste em nome da crise.
Nas duas rodadas de negociações específicas, que abordaram jornada e emprego, saúde e condições de trabalho, o banco agiu com descaso e arrogância. É absurda a fala do negociador do banco, José Roberto, ex-sindicalista da CUT: "o resultado do banco tem sido bom, mas não tem sobras". É um insulto à inteligência e um tapa na cara dos bancários que construíram o lucro do banco, e agora, só recebem NÃO às suas reivindicações.
Cadê o respeito?
O mentiroso negociador do BB, José Roberto, faz graça e diz que as reivindicações dos bancários são tratadas com respeito. Porém, o que assistimos até agora é um desrespeito sem limites, com várias negativas aos pedidos dos funcionários e uma enrolação sem fim. Para a diretoria do BB, as reivindicações estão sempre em análise, em discussão interna ou em estudo, a exemplo da jornada de 6 horas para os comissionados.
Apesar de ter perdido várias ações na Justiça, o banco se nega a apresentar proposta sobre o tema durante a campanha salarial. Mais uma vez, promete a conclusão de estudos para divulgar um posicionamento no fim de outubro. O que o BB quer, na verdade, é apresentar uma proposta limitada a poucos cargos e com redução de salário, sem qualquer discussão com os funcionários e fora da campanha salarial para tentar evitar mobilizações.
Práticas antisindicais em um governo "democrático e popular"?
Embora o banco afirme que quer estabelecer um diálogo respeitoso, já iniciou esta campanha em tom de ameaça. Para se superar, tem inibido a atuação dos delegados sindicais (algo que não ocorreu sequer no governo FHC!!!), que são os representantes eleitos em cada dependência. José Roberto, o negociador ex-sindicalista, quer impedir o direito que delegados sindicais (em especial aqueles que são de Oposição à diretoria do Sindicato) possam debater os temas de campanha nos diversos locais de trabalho. O BB tem gasto horrores na manutenção dos "sites de contingência", como parte do seu operativo fura-greve. Isto sem falar no descomissionamento dos colegas que ganharam, na Justiça, a ação da jornada de 6 horas. Foi necessário recorrer, mais uma vez, à Justiça. O TRT do Maranhão determinou que o BB restituísse a comissão de todos, em sentença que classifica de "ato retaliativo e abusivo e conduta intimidatória e ditatorial".
Muitos direitos permanecem surrupiados
O débito desta empresa com os funcionários é imenso. Direito à substituição, anuênio, licença-prêmio, interstícios de promoção por tempo de serviço... Todos estes eram direitos que o BB nos surrupiou. Com tanta intransigência parece que o BB está atravessando dificuldades...Qual nada! Todo este lucro produzido não seria possível sem o alto grau de exploração que sofremos no local de trabalho. Arrocho salarial, meta em cima de meta, aumento do ritmo do trabalho, monitoramento excessivo, adoecimento, etc. Esse é o cotidiano de um funcionário do Banco do Brasil. E agora querem nos convencer que sairemos com a mão abanando nesta campanha salarial?!
Nosso sacrifício já fazemos no dia a dia. Agora queremos o que é nosso!
O resultado das negociações com o BB refletem o quem vem acontecendo nas reuniões com a Fenaban. Nas demais empresas estatais não é diferente. A presidente Dilma e o ministro da fazenda Guido Mantega mandaram um recado para os trabalhadores, afirmando que "é hora de apertar o cinto" e de que "não é o momento para reajuste salarial". Nós devolveremos o recado com uma forte greve, mostrando que não estamos dispostos a fazer sacrifícios por crise alguma. A economia está crescendo, assim como o lucro dos bancos . O governo vive lançando pacotes de isenção fiscal facilitando a vida dos empresários.
Várias categorias obtiveram reajustes bem acima da inflação como o recente acordo com a GM que prevê 10,8% de reajuste, além de um abono de R$ 3.000,00. Trabalhadores dos Correios já entraram em greve nesta quarta-feira. Este, portanto, seria um excelente momento para também estarmos em greve e pressionarmos o governo de uma forma mais efetiva.
Infelizmente, entra aí, o papel lamentável da Contraf/CUT que tem levado nossa campanha em banho e maria, até o momento. Mais uma vez teremos que enfrentar os governistas nos sindicatos cutistas além da intransigência do banco.
A vocês que nos impõem metas ousadas durante todo o ano, propomos a vocês um desafio. Parem de enrolar e negociem seriamente. Não aceitaremos migalhas e nem ficaremos com as sobras.
(Resposta da Oposição Bancária ao BB)
As próximas rodadas de negociações com a Fenaban, Caixa e BB estão marcadas para o dia 20/09.
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