
SALVADOR (BA) - Os bancos investem bilhões em tecnologia, mas esquecem do trabalhador. Em 2010, o orçamento para aplicação em ciência da informação chegou a R$ 22 bilhões. O investimento visa atender os clientes que chegam ao sistema financeiro, sejam as novas gerações, que hoje povoam as redes sociais, sejam os novos contingentes sociais, que com o aumento da renda, começam a abrir conta corrente.
A expansão do acesso aos serviços bancários, segundo dados da Federação Brasileira dos Bancos, é expressiva. Na década passada, o número de contas bancárias mais que dobrou e hoje corresponde a 60,1% da população. Desse contingente, 44% têm conta há, no máximo, cinco anos. Em 2010, o índice aumentou 5,7% e passou para 141 milhões.
O problema é que os recursos destinados à segurança e à humanização do atendimento não acompanham a ampliação do quadro de correntistas e o investimento em tecnologia.
Em segurança, foram investidos R$ 7,5 bilhões no ano passado, número infinitamente menor do que os R$ 22 bilhões destinados à tecnologia. Se comparado ao lucro, a diferença aumenta consideravelmente. Juntos, os bancos abocanharam mais de R$ 46 bilhões.
Quando se trata de melhoras no atendimento com o aumento do quadro de funcionários, a situação é ainda mais preocupante. Dos quase 1,5 milhão de empregos gerados no primeiro semestre, apenas 22.500 foram oferecidos pelos bancos. O resultado é o pior de todos os setores.
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