
Desfecho das negociações com o BRB desmistifica a ideia da Contraf-CUT de que a mesa única é mais vantajosa para os bancários.
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A direção do Sindicato dos Bancários do Maranhão (SEEB-MA) repudia o posicionamento omisso e subserviente que a CONTRAF-CUT vem adotando nos últimos anos durante as campanhas salariais dos bancários. Para o presidente do SEEB-MA, José Maria Corrêa Nascimento, “a manutenção da mesa única de negociação é um grande engodo da CUT”.
Prova disso, são os acordos fechados recentemente pelo Banco Regional de Brasília (BRB) e pelo Banco do Estado do Pará (Banpará). Sem falar na proposta apresentada, nesta quarta-feira (5), pelo Banrisul.
Tanto os acordos do BRB e do Banpará quanto a proposta do Banrisul, debatidos em mesas específicas com a categoria, culminaram em propostas aceitáveis, com índices maiores do que os 8% da Fenaban.
Segundo José Maria, o desfecho das negociações com esses bancos de menor expressão “desmistifica a ideia defendida pela Contraf-CUT de que a mesa única é mais vantajosa para os bancários”. Na verdade, esse método utilizado pela CUT em parceria com os banqueiros e o Governo Federal só aumenta o impasse e prolonga a greve.
O presidente do SEEB-MA disse ainda que os trabalhadores dos bancos federais são os maiores prejudicados com a mesa única, “pois não podem negociar diretamente com o próprio patrão, o Governo Federal, que é escondido, protegido, blindado por essa mesa única, injusta e ineficaz, defendida pela Contraf-CUT.
Toda esta conjuntura nos remete à seguinte pergunta: se um banco com lucratividade bem menor, como o BRB, é capaz de acertar um reajuste mínimo de 17,45%, qual índice os bilionários bancos federais e privados podem apresentar para os bancários?
Com certeza, um índice muito maior, mas que, infelizmente, ainda não foi alcançado graças à camaradagem da CONTRAF-CUT com os banqueiros e o Governo Federal, que permanecem calados e inflexíveis, sem previsão de retomar as negociações com os bancários.
Enquanto isso, a greve continua por tempo indeterminado em todo o país.
Confira abaixo o reajuste mínimo oferecido pelos bancos:
1 - Banco Regional de Brasília: 17,45%; (aprovado)
2 - Banrisul: 12%; (rejeitado)
3 - Banco do Estado do Pará: 10%; (aprovado)
4 - Fenaban: 8%; (rejeitado)
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