
Nesta quinta-feira, 8.758 agências ficaram fechadas, segundo balanço. Bancários aguardam retorno da Fenaban e do Governo Federal para retomar negociações.
No décimo dia da greve nacional dos bancários, a paralisação chegou a 8.758 agências e centros administrativos de bancos públicos e privados nesta quinta-feira (6), de acordo com balanço feito pelos representantes nacionais dos bancários. O movimento paredista afeta, portanto, 43,63% dos estabelecimentos do país.
Essa é a maior paralisação da categoria nos últimos 20 anos, superando o pico da greve de 2010, quando os bancários pararam 8.278 agências em todo país.
Os bancários voltaram a atribuir a responsabilidade da greve aos bancos e ao Governo Federal, que permanecem em silêncio, recusando-se a retomar o diálogo com o Comando Nacional e apresentar uma proposta decente com avanços econômicos e sociais.
Na última terça-feira (4), uma carta foi enviada à Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) pedindo a retomada das negociações. No entanto, até o momento, não houve resposta ao pedido.
Reivindicações
Os bancários entraram em greve por tempo indeterminado, após a quinta rodada de negociações com a Fenaban, ocorrida no dia 23. A proposta patronal contemplava reajuste de 8% sobre os salários, o que representa aumento real de 0,56%. A reivindicação da categoria nacional é de 12,8% de reajuste, sendo 5% de aumento real. No Maranhão e em outros Estados, o pedido de reajuste é de 26%.
Os bancários pedem, ainda, valorização do piso, mais contratações, fim da rotatividade, melhoria do atendimento aos clientes, fim das metas abusivas e do assédio moral, mais segurança e igualdade de oportunidades.
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