
Num ato de protesto, os diretores do Sindicato dos Bancários de Bauru e Região/Conlutas mantiveram fechada durante toda a manhã de quinta-feira, 22, a agência Ezequiel Ramos do Itaú Unibanco, no Centro de Bauru. Eles levaram o caminhão de som até o local para denunciar a demissão sem justa causa de duas trabalhadoras. Uma delas tinha quinze anos de banco e a outra tinha seis. Durante a manifestação, o Sindicato recebeu uma ligação da diretoria de RH do Itaú. O banco afirmou que vai reavaliar as duas demissões. O Sindicato aproveitou e falou sobre a pressão sofrida pelos funcionários do antigo Unibanco para se adaptar ao modelo de gestão do Itaú, em que há cobrança de metas excessivas e tempo pré-determinado para atender os clientes no caixa. Se os problemas não forem resolvidos, o Sindicato/Conlutas continuará paralisando agências do banco. Maldita fusão Em novembro de 2008, a fusão do Itaú com o Unibanco deu origem ao maior grupo financeiro não só do Brasil, mas de todo o Hemisfério Sul. É verdade que a liderança no ranking de ativos foi retomada pelo Banco do Brasil poucos meses depois. No entanto, quando se trata de lucro líquido, o Itaú Unibanco é o que mais tem ganhado dinheiro. Só nos três primeiros meses do ano, enquanto o BB lucrou R$ 2,35 bilhões, o gigante privado lucrou R$ 3,23 bilhões. Sendo assim, a demissão de duas trabalhadoras sem justa causa só pode ser vista como um ato de mesquinharia pura. Irresponsabilidade O banco deve estar economizando com funcionários o que está gastando com o novo mobiliário das agências. No fim de junho, o Itaú mudou o aspecto de suas agências. Agora elas contam com vários sofás. Faz sentido: com menos funcionários, a demora no atendimento fica maior, mas, pelo menos, os clientes esperam sentados, no maior conforto. Palhaçada! Para o Sindicato de Bauru/Conlutas, já que não produzem nada, os bancos poderiam devolver um pouco do que subtraem da sociedade garantindo empregos de boa qualidade. O alto valor das tarifas e os juros extorsivos deveriam servir para isso. Mas o Itaú Unibanco está fazendo justamente o contrário. Toda demissão acarreta mais sobrecarga de trabalho para os funcionários que ficam e mais transtornos ao público. Sofrem os trabalhadores e sofre a população. Vergonha!
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