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Contraf-CUT: escudo dos patrões, adversária dos bancários
De volta ao trabalho após uma forte greve nacional, que no Maranhão atingiu 94% de adesão na Capital, nós bancários da rede privada, da Caixa, do Banco do Brasil e do BNB (Banco do Nordeste) temos a sensação de que poderíamos ter obtido um reajuste maior, uma PLR mais justa ou garantias de melhores condições de trabalho. Ao ver o acordo conquistado pelos bancários do BRB (Banco Regional de Brasília) de reajuste de 17,45% ou, ainda, o acordo que restabeleceu a licença prêmio de cinco dias para os novos empregados do Banpará (Banco do Estado do Pará) a sensação de que poderíamos ter conquistado mais fica ainda maior.
Mas, desde o início da campanha, algo jogava contra os ânimos dos bancários: a falta de disposição de luta da Contraf-CUT. Nessa campanha, isso ficou claro em vários momentos. Primeiro, na proposição do índice de 12,8%, bem abaixo das perdas salariais da categoria e muito aquém dos índices de lucratividade dos bancos. Depois, na aceitação do acordo rebaixado proposto na primeira negociação pós-greve, indo à imprensa, no fim de semana, defender junto com os patrões e o Governo o fim da greve nos bancos privados, na Caixa e no BB. É bom lembrar que, naquela ocasião, inexistia qualquer proposta específica das direções do Basa e do BNB. Por último, após desmontar o movimento nacional, a CUT tentou acabar com a greve no BNB e no Basa e impor um acordo ainda pior que o do BB e da Caixa, encontrando muita resistência da AFBNB (Associação dos Funcionários do Banco do Nordeste), da AEBA (Associação dos Empregados do Banco da Amazônia) e do SEEB-MA, que rechaçaram as propostas dos bancos.
Outro adversário foi o Governo que, mais uma vez, ficou do lado dos banqueiros da Fenaban ao invés de ficar do lado dos trabalhadores. Dilma estreou jogando duro contra os bancários, ameaçando o corte do ponto no BB e na Caixa, assim como fez com os funcionários dos Correios, que tiveram dias de greve descontados. O Governo continuou se escondendo atrás da mesa única da Fenaban e não atendeu reivindicações importantes dos bancários da rede pública como perdas salariais, salário mínimo do Dieese, isonomia, melhorias nos planos de saúde e planos de cargos e salários.
Ao fim de mais uma campanha salarial, a primeira após a desfiliação do SEEB-MA da CUT, ficou provado de forma inequívoca que os bancários do Maranhão não estão isolados e têm as mesmas garantias do restante da categoria. Devemos voltar ao trabalho fortalecidos porque conseguimos com a força da greve dobrar banqueiros e Governo que queriam arrochar ainda mais os salários e com a clareza de que precisamos construir uma nova direção para o movimento que seja independente dos banqueiros e do Governo.
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