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Divulgados na segunda quinzena de julho, três levantamentos distintos pintaram um triste retrato do país. Juntos, eles mostraram um Brasil diferente daquele que é diariamente cantado pela máquina de propaganda do governo. Ao contrário do que diz Lula, o Brasil ainda está muito longe de ser o paraíso. E dificilmente o será enquanto a maioria da população continuar vivendo sob condições precárias de saúde e educação. Falta saneamento No dia 20, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) e o Instituto Trata Brasil divulgaram um estudo apontando que, anualmente, 217 mil trabalhadores se afastam de suas funções por problemas gastrointestinais ligados à falta de saneamento básico. A probabilidade de uma pessoa com acesso à rede de esgoto faltar ao trabalho por diarreia é 19,2% menor da de uma pessoa sem acesso à rede. Segundo o estudo, a produção de um trabalhador com acesso a rede de esgoto chega a ser 13,3% maior, o que lhe dá a oportunidade de aumentar sua renda na mesma proporção. Dados do SUS mostram que, dos 462 mil pacientes internados por infecções gastrointestinais em 2009, 2.101 morreram no hospital. Para Fernando Garcia, coordenador do estudo, o Brasil economizaria R$ 745 milhões em internações se a rede de esgoto fosse acessível a todos. Ele acredita que o número de internações seria reduzido em 25% e o de mortes, em 65%. "Cerca de 1.280 vidas teriam sido salvas", conclui. Falta educação Também no dia 20, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou as estatísticas atualizadas sobre o eleitorado brasileiro, segmentadas por estado civil, faixa etária, grau de instrução e sexo. Desse conjunto de números, o que mais chama a atenção é o grau de instrução das pessoas que deverão escolher seus "representantes" no pleito de outubro: nada menos que 53,62% dos eleitores nem sequer concluiu o Ensino Fundamental. Se se considerar que o ideal para a população seria obter pelo menos o diploma do Ensino Médio -- onde se incluem os cursos técnicos das mais variadas áreas --, a porcentagem de pessoas com tempo insuficiente de estudo sobe para 80,18%. A parcela do eleitorado que conseguiu completar o Ensino Superior soma apenas 3,787%. O fracasso da educação brasileira é uma das principais causas da persistência da desigualdade social. Desigualdade E, por último, no dia 23 o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) anunciou que o Brasil é o terceiro país mais desigual do mundo, ficando à frente apenas da Bolívia e do Haiti. Lula se diz o "pai dos pobres" e também se compara a Jesus Cristo. Diante dessas estatísticas, o Sindicato dos Bancários de Bauru e Região/Conlutas recomenda-lhe mais humildade. Afinal, "seus filhos" ainda estão muito, muito longe do paraíso.
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