
O banco Itaú/Unibanco, um dos mais ricos da América Latina, conseguiu chegar à incrível e nefasta marca de demitir quase cinco mil trabalhadores no ano de 2011, em todo o país. E este quadro pode ser ainda mais macabro por conta de uma expectativa de muito mais demissões para o próximo ano.
Por conta desta triste realidade, entidades sindicais fizeram, nesta quarta-feira (21/12), de forma simultânea, a nível nacional, atos de protesto em frente às agencias principais do banco. Em Porto Velho, a mobilização aconteceu na agência Centro (Dom Pedro II), com o retardamento da abertura em duas horas, ou seja, das 8 às 10, o banco ficou fechado, não fazendo o atendimento ao público. Os funcionários aderiram à manifestação e não entraram na agência até o fim do protesto.
De acordo com o bancário José Toscano, funcionário do Itáu/Unibanco e diretor Jurídico do SEEB/RO, em 2009 houve uma promessa, por parte do presidente Roberto Setúbal, de que não haveria demissões por conta da fusão dos dois bancos o que, infelizmente, acabou não se confirmando.
“Desde então, milhares de pais e mães de famílias acabaram perdendo o emprego, largados à própria sorte, o que confirma que o banco não cumpre com o que promete e, sobretudo, não respeita o trabalhador. Não é justo que um banco que, ao final do ano, poderá chegar à cifra de R$ 14 bilhões, demita seus funcionários de forma súbita e injustificada. Isso demonstra uma total falta de compromisso e de valorização com a massa trabalhadora que, acima de tudo, é a principal responsável pelo enriquecimento da instituição financeira”, avalia Toscano.
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