
O presidente do Sindicato dos Bancários do Maranhão, David Sá Barros, avaliou os textos divulgados pela Folha sobre gestores da Previ/Banco do Brasil, que estão nos links: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/po0908201001.htm e http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/po0808201012.htm: “Em nosso entendimento isso é apenas uma ponta do iceberg que explica o porquê de a Contraf/CUT não mais demonstrar interesse nas reivindicações caras à categoria bancária, tais como a recuperação das perdas a partir do Plano Real e a isonomia, entre outras. Estão mesmo é preocupados em ocupar os altos cargos de gestão pública, ainda que para isso o alopramento chegue ao ponto do que agora vem a público. Para eles, a categoria bancária virou moeda de troca com o fim de alcançarem seus objetivos pessoais, de pequenos grupos e/ou até partidários. Então, na matéria abaixo: "Esquentando banco", a solução apontada é "uma intervenção que pacifique ou reacomode as alas do "petismo bancário", o que sugere uma "acomodação" via distribuição de benesses. Ou será que estamos errados em nossa compreensão?” =========================================================== Textos publicados na Folha de São Paulo: São Paulo, segunda-feira, 09 de agosto de 2010 PainelRENATA LO PRETE - painel@uol.com.br Esquentando banco O Planalto não está convencido de que a guerra interna no Banco do Brasil chegou ao fim. O dossiê produzido para fragilizar o ministro Guido Mantega (Fazenda) não foi o único a circular no primeiro escalão do BB com o objetivo de interferir na sucessão da Previ, o bilionário fundo de pensão dos funcionários. O Planalto soube da existência de papéis com acusações contra pessoas próximas de Lula. Por isso crescem os defensores de uma intervenção que pacifique ou reacomode as alas do "petismo bancário". E diminui o cacife de Aldemir Bendine para permanecer à frente do BB em caso de vitória de Dilma Rousseff. ========================================================= São Paulo, domingo, 08 de agosto de 2010 Previ é fábrica de dossiê do PT, diz ex-diretor Fundo de pensão do BB também serviu para arrecadação de dinheiro às campanhas, afirma Gerardo Xavier PT não comenta o caso; Previ diz que atual cúpula desconhece acusações feitas à "Veja" e à Folha DE BRASÍLIA Ex-diretor e ex-assessor da presidência da Previ (fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil), Gerardo Xavier Santiago diz que o fundo funciona como "fábrica de dossiês" contra a oposição do governo Lula e máquina de arrecadação para o PT. Gerardo foi gerente-executivo da Previ entre 2003 e 2007, sendo ligado diretamente ao ex-presidente do fundo Sérgio Rosa, que deixou o cargo em junho de 2010. Gerardo saiu da Previ após brigar com Rosa em 2007, quando deixou o PT. As declarações sobre a espionagem foram feitas à revista "Veja" desta semana. À revista ele afirma que o fundo é "um bunker de um grupo do PT" e que "a Previ está a serviço de um determinado grupo muito poderoso, comandado por Ricardo Berzoini, Sérgio Rosa, Luiz Gushiken e João Vaccari Neto". Segundo revelou a Folha neste mês, um dossiê sobre a filha do ministro Guido Mantega foi feito por essa ala do PT, ligada ao sindicalismo bancário. O Planalto atribui o dossiê ao grupo de Rosa, que perdeu espaço na campanha de Dilma Rousseff. "Estranharia se na minha época tivessem me pedido coisa semelhante contra o Mantega. Uma coisa é fazer com o adversário. É uma involução do PT por causa da disputa interna", afirmou Gerardo à Folha. Ele também disse que concedeu a entrevista à "Veja" há dois anos e confirmou as acusações à revista nesta semana, antes da publicação. O ex-diretor, que também já foi do Sindicato dos Bancários do Rio, disse à Folha que, além de montar dossiês, a Previ serviu a interesses do partido para aumentar a arrecadação. Segundo ele, a Previ montou uma rede de conselheiros ligados ao PT em empresas nas quais o fundo tem participação. A intenção era influenciar as doações das companhias para beneficiar o partido. Santiago diz que o primeiro dossiê produzido por ele na Previ é de 2002, no governo FHC. O material deveria, diz ele, comprometer a gestão tucana e provar a ingerência do governo na Previ. "Dossiês com conteúdo ofensivo, para atingir e desmoralizar adversários políticos, só no governo Lula mesmo, na gestão do Sérgio Rosa", diz o ex-diretor à "Veja" Santiago lista os oposicionistas que teriam sido investigados com base em dados sigilosos, cujo acesso teria sido ordenado por Rosa: o senador Antônio Carlos Magalhães (DEM-BA), já morto, o governador José Serra (PSDB) e o então presidente do DEM Jorge Bornhausen. O ex-diretor diz na entrevista que reuniu denúncias sobre eles em 2005, na CPI dos Correios, e que Rosa solicitou "informações sobre investimentos problemáticos da Previ que estivessem ligados a políticos da oposição". O PT não se manifestou. A Previ disse que "a atual cúpula desconhece essa prática e está muito tranquila em relação a suas recentes práticas de governança". Rosa não comentou o assunto.
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