
Bancários e Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) se reúnem, nesta quinta-feira (15/03), para tratar sobre a terceirização nas agências. O assunto merece uma atenção especial, já que tem sido utilizado pelas organizações financeiras para baratear os custos e prejudicar o trabalhador.
Basta observar os dados. Pesquisa realizada pelo movimento sindical revela que, o salário médio dos funcionários terceirizados é menor 27,1% do que o dos bancários. Em dezembro de 2010, por exemplo, a remuneração média de um terceirizado era de R$ 1.329,40, já a dos efetivos, R$ 1.824,20.
É notório que os bancos preferem economizar na contratação do trabalhador formal. A conseqüência não pode ser outra, senão a perda dos direitos dos trabalhadores, conquistados com muita luta ao longo dos anos. Outro ponto negativo é a influência na esfera social, uma vez que há redução nos salários e o incentivo, inegável, da discriminação dentro da empresa e na sociedade.
Redução
O Brasil tinha, na década em 1990, cerca de 1,2 milhão de bancários. Atualmente, por conta da terceirização, são 486.196. Com o passar do tempo, a economia brasileira e o setor financeiro cresceram, o que não justifica a redução dos postos.
Em função da terceirização, 800 mil vagas de emprego deixaram de ser abertas, o que contradiz as empresas, que dão a justificativa da expansão da oferta de trabalho.
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