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PLANTÃO / SUSTENTABILIDADE

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Apesar do marketing, bancos "verdes" estão longe de serem sustentáveis

16/03/2012 às 18:29
Revista Planeta
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Os maiores bancos privados que atuam no Brasil nem sempre são transparentes no compromisso com a sustentabilidade ambiental numa de suas principais ações: a liberação de crédito. A conclusão é extraída de uma pesquisa do Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getulio Vargas (GVCes).

Outro trabalho, do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), destaca que a preocupação com a saúde do Planeta é uma questão mais de propaganda para as instituições financeiras. Apesar das novas regras do Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) para coibir o greenwashing, em que o discurso da sustentabilidade não tem correspondência em práticas sustentáveis, não há sinais de mudança nos comerciais ou nos portais dos bancos na internet.

O portal do Santander exibe, com orgulho, a sede administrativa reconhecida
internacionalmente como prédio ecoeficiente e oferece seu conhecimento no mercado de crédito de carbono para assessorar a estruturação financeira de empresas interessadas em comprar e comercializar os CERs.

O Itaú, por sua vez, alardeia o lançamento de um fundo com cotas na bolsa atreladas ao Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE). O HSBC anuncia, no link, que a concessão de crédito responsável e o gerenciamento de impactos fazem parte de suas iniciativas.

Já o Bradesco, que tem a página Banco do Planeta na internet, ostenta o quarto lugar na lista das 500 empresas mais verdes do mundo e a primeira entre as brasileiras, de acordo com a revista norte-americana Newsweek.

Os quatro bancos são signatários do tratado Princípios do Equador, que estabeleceu diretrizes sociais e ambientais às instituições financeiras para a concessão de crédito acima de US$ 10 milhões. O documento é resultado do encontro promovido, em 2003, pelo International Finance Corporation (IFC) com executivos de dez instituições financeiras diante das preocupações socioambientais. A adesão foi imediata.

Em 2007, de acordo com o Infrastructure Journal, 71% do montante destinado a projetos em países emergentes foi liberado sob as condições dos Princípios do Equador, o que corresponde a US$ 52,9 bilhões.

Ainda assim, tanta preocupação com a sustentabilidade é posta em dúvida por pelo menos uma centena de organizações não governamentais de todo o mundo, que, no ano passado, enviaram carta às instituições financeiras signatárias dos Princípios do Equador cobrando maior comprometimento e reformas no sistema. Sessenta e oito bancos receberam o documento – entre eles, Itaú Unibanco, Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e Bradesco.


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